Terça-feira, 12 de Junho de 2007

um glossário de topónimos serve para mostrar como a mesma origem fonética e linguística pode tomar diversas variantes. destas variantes, algumas esclarecem-nos sobre a forma primitiva da palavra, pondo de lado certas hipóteses ou mesmo explicações que nunca teriam passado pela mente dos eruditos, se as tivessem conhecido. é apenas um caminho, um caminho por entre um rôr de outros. além disso, põe em pé de igualdade os macro e os microtopónimos, sendo certo que o facto de serem macro ou micro não é uma qualidade de origem nem um destino perpétuo, mas, apenas, um circunstancialismo histórico, por isso mesmo variável. alguns lugares há pouco tempo pequenos, ou mesmo insignificantes, são hoje cidades que rivalizam com as principais do nosso país. e cidades outrora importantes são hoje pouco mais que lugarejos menores, designados por aquilo a que se chama microtopónimos.
o presente Glossário é um trabalho de meia dúzia de lustres, cada lustre cinco anos, disperso por várias bases de dados, umas escritas, outras já electrónicas. baseia-se numa teimosia e num gosto pessoal , que me levou a apontar obsessivamente os lugares por onde ia passando e passo. a minha profissão é uma fonte inesgotável de topónimos, de todos os tamanhos e feitios. e de lendas e lengalengas explicativas, que têm a piada que têm mas não explicam nada. salvo algumas lendas propriamente ditas, ou dignas desse nome: essas têm um fundo de verdade. como distinguir umas das outras, essa é a arte do artista, como soe dizer-se.

com aquelas regras mínimas, que consistem em ressalvar o seu a seu dono, é assim que ponho os meus apontamentos à disposição da rede.

não é trabalho acabado. deste esqueleto de nomes, ainda incompleto, irá surgindo, a seu ritmo, o revestimento de carnes e de pele que lhe dará a forma final. se a tanto me ajudar o engenho, a arte e o tempo que os permita.

os mais curiosos poderão consultar o blogue gémeo Toponímia Galego-Portuguesa e Brasileira, onde esse trabalho se faz dia após dia.

Domingo, 3 de Junho de 2007

A Agra (Gz.) – ver "Agra"
A Antela (Gz.) – diminut. de "Anta"
A Arnóia (Gz.) – ver “Arnóia”
Abação –
Abaças –
Abad (Gz.) – é hidrónimo
Abade (Pt. e Gz.) – é hidrónimo

Abade de Neiva – ver “Abad”. é, provavelmente, um pleonasmo: "rio de rio"

Abades (Gz.) –

Abadia (Pt. e Gz.) – como hidrónimo ver "Abade". na Andaluzia é "Badia"

Abadim (Pt. e Gz.) – cf. “Abadiño” (Euskadi)

Abadín (Gz.) – o mesmo que “Abadim"
Abaira (Gz.) – que relação com "Beira"?
Abalde (Gz.) –

Abalea (Gz.) – que relação com topónimos como “Atouguia da Baleia”?

Abambres –
A Baña (Gz.) –
A Bola (Gz.) –
A Barca (Gz.) – ver “Barca”A Bola (Gz.) –
Abeção –

Abegoaria – local onde se pratica actividade rústica e se cria e guarda gado

Abela –
Abelaira (Gz.) - o mesmo que "Abeleira"?
Abeleira (Gz.) – o mesmo que “Abelheira” e “Aveleira”
Abelheira – o mesmo que “Aveleira"

Abessadinhas – por “Avessadinhas”, diminut. de “Avessadas”?
ver “Abaças”, “Abeção"
Abicada –
A Biqueira (Gz.) -
Abitureiras –
Abiul –
Aboadela –
Abóboda –
Abobareira – o mesmo que “Aboboreira”?
Abobeleira – o mesmo que “Aboboreira”?
Aboboreira – cf. “Abobareira” e “Abobeleira”
Aboim –
Aboim das Choças –
Aboim da Nóbrega –
Aborim –
Abotoreira – o mesmo que “Abitureira”?
Abrã –
Abragão –

A Branca – vem do indo-europeu pré-romano“Avranca”. ver “Branca”

Abrantes –
Abraveses (pronunc. “Abravêses”) – por “Abravezes”?
Abravezes –
Abreiro –
Abreu –
Abrigada –
Abrunhal –
Abrunheira –
Abrunheiro Pequeno –
Abrunhosa –
Abrunhosa-a-Velha –
A Buraca (Gz.) – ver “Buraca”
A Cal (Gz.)
A Calçada (Gz.) - graf. alternativa "A Calzada"
A Camboa (Gz.)
A Canhiça (Gz.) – graf. altern. "A Cañiza"
A Capela (Gz.) –
Acedre (Gz.) -

Aceredo (Gal.) – o mesmo que “Azeredo”. que relação com “Ázere"?

Acernada (Gz.)
Achada
Achadas –

A Chaira das Corças (Gz.) (graf. altern. “A Chaira das Corzas”) – ver “Cheira”

Acheira – por “A Cheira”?
Achete –
A Chousa (Gz.) - ver "Chousa"
Acipreste –
A Cividade (Gz.) – ver “Cividade”
Açor - é orónimo
Açor, Serra de – pronunc. Açôr”
Açoreira –
Açores – nome associado a serranias
Açores, Arquipélago dos –
A Coroa (Gz.) - (povoado no alto?)
A Corunha (Gz.) (grafia altern. “A Coruña”) –
Açoteias –
A Cova da Becha (Gz.) -
A-da-…, A-de-…, A-dos-… – “A aldeia de (da, dos) …

Adães - patronímico germânico do antropónimo germânico "Athals" ("nobre")

A-da-Gorda -
A-da-Maia – na zona de Lisboa deu "(a) Damaia
Adão - ver "Ribeira (de) Adão"
A-da-Pêrra -
Adaúfe –
A-da-Velha –
Ademas -
Adémia
Adémia de Baixo
Adémia de Cima
Adiça –
Adinho, ribeira de – diminut. de “Adão”
Adoalho – ver “Adualho
Adões –
A-do-Pinto –
Adória –
Adorigo –
A-dos-Cunhados -
A-dos-Francos -
A-dos-Ferreiros -
A-dos-Loucos –
A-dos-Negros –
A-dos-Potes
A-dos-Pretos -
Adou de Baixo
Adou de Cima -
Adoufe –
A-do-Vreixa (Gz.)
Adrão –
Adro Velho –
Adualho –
A Esfolada (Gz.) –
A Estrada (Gz.) –
Afeiteira - está por "A Feiteira"?
Afife –
A Fonsagrada (Gz.) –
Afonsim –
Afonsoeiro – graf. correcta desconhecida (“A Fonte do Soeiro"?)
Afonsos -

A Fraga da Vela (Gz.) - diz-se que dessa pedra se fazia a "vela", ou "vigia" da fronteira ou raia (com Portugal, ou com realidades etno-tribais muito anteriores?)

A Frangueira (Gz.) – o mesmo que “Franqueira”?
Afurada – por “A Furada”?
Agadão –
Agêda –
Agilde –
Agodim - ver "Agudim"
Agolada (Pt. e Gz.)–
Agolada de Cima –
Agorreta -
Agra (Pt. e Gz.) –
Agra da Portela -
Agra do Amial -
Agra do Castro -
Agrafonte -
Agraínhas - diminutivo de "Agras"
Agramonte -
Agrão - aumentativo de "Agro"
Agra Velha -

Agrela – diminut. de “Agra”. mas também é orónimo: neste caso, estará por "Arguela"?

Agrêlo - diminut. de "Agro"
Agrelos – diminut. plur. de “Agro”
Agro –
Agroal –
Agrobom
Agrochão – o mesmo que “Agro Chão” ou agro plano
Aguada – de “água”
Água d'Alto (Aç.) -
Aguada de Baixo –
Aguada de Cima –
Aguadalte –
Água d'Alto (Aç.) -
Água de Madeiros –
Água de Pau (Aç.) -
Água de Peixes –
Água Derramada - será "de Ramada"?
Água Levada – hidrónimo
Água Longa –

Aguapey, Rio (Bras.) – tupi-guarani.: aguape (nenúfar)+ y (rio): rio dos nenúfares

A Guarda (Gz.) – graf. altern. "A Garda"
Água Revés –
Águas –
Águas Belas –
Águas Boas –
Águas Claras (Br.) -
Águas de Moura –
Águas de Verão –

Águas dos Fusos -
Águas Frias –
Águas Lindas (Br.) -

Águas Santas – diz-se de fontes em que a água tem propriedades curativas

Águas Vivas –
Aguçadeira – ver “Aguçadoura”
Aguçadoura –
Aguda –
Agudim -
A Gudinha (Gz.) – graf. altern. “A Gudiña”
Águeda
Agueiro – de “água”
Agueiros – de “água”
Aguiã –

Aguiar – lat. “aquila” : águia – “aguial”: “sítio de águias”. o mesmo que “Shkiperia” (Albânia)

Aguiar da Beira –
Aguieira (Pt. e Gz.) – de “água”
Aguieiras –
Aguim – de “água”
Agunchos –
Aiana –
Aiana de Cima –
Aiba (Br.) -
Aiolos –

Airães – genitivo de antropónimo germânico. "terra ou propriedade de Ário"

Airão, S. João de –
Airoá (Gz.) -
Aivados –
Ajuda -
Ajuda da Bretanha -

A Lagoa (Gz)–
Alagoa –
Alagoas -
Alagoas (Br.) -
A Lama (Gz.) - ver "Lama"
Álamo –
A Lançada (Gz.) - graf. altern. “A Lanzada”
Alandroal –
Alagoas -
Alagoas (Br.) –
Alba - exºs “Barca d’Alva”, “Albânia”, “Albion”
Albanhar –
Albarde (Gz.) -
Albardeiros – gente de “Albardo”? ou "de Albarde"?
Albardo –
Albarraque – árab.: “chão duro"
Albergaria (Pt. e Gz.) – árab.: local de acolhimento de viandantes
Albergaria-a-Nova –
Albergaria-a-Velha –
Albergaria dos Doze –
Alberge –
Albernoa –
Albisqueiros –


Albufeira – do árab. al- buhairâ, diminut. de “bahr” (mar, lago ou lagoa), significa “pequeno mar”, “ria”

Alburitel –
Alburquel –
Alcabideche – o mesmo que “Alcabideque”
Alcabideque - ver ”Alcabideche”. do árabe: “A Fonte”
Alcácer – árab. “Castelo”, “Palácio”. O mesmo que “Paço”

Alcáçova – árab. “aglomerado populacional dentro dos muros de um castelo” Alcáçovas – plural de “Alcáçova”

Alcafache –
Alcafaz –
Alcafozes –
Alcaide –
Alcainça – árab. “kaniça”: “a igreja”
Alcains – árab.: “a igreja”. ver “Alcainça”
Alcainz (Gz.) - pronunc. “Alcainç”: o mesmo que “Alcains”
Alcalamouque -
Alcalar –
Alcambar – hidrónimo?
Alcanadas –
Alcanede –

Alcanena – do árab. “o templo”, “a igreja”. ver “Alcains”, “Alcainz”, “Alcañices”

Alcanhões –

Alcañices (Cast. -León) – ver “Alcains”, “Alcainz”, “Alcanena”: “as igrejas”

Alcântara – árab. “al-qântara”: “A Ponte”

Alcantarilha – árab. “al-qântara” + sufix. diminut. castelh. “illa”: pontinha

Alcaria – árab. “aldeia” (de gente muçulmana). o mesmo que “Caria”

Alcaria Alta – topónimo híbrido (árabe + português) - "aldeia elevada"
Alcaria Longa –
Alcaria Ruiva –
Alcarias –
Alcarrache, Ribeira de –
Alcarraques – do árab.: "a (aldeia) dos que fazem alpergartas"
Alcoa, rio – por “Rio O Côa”?

Alcoba – árab. “alqúbba”: “a cúpula.

Alcobaça –
Alcobaça (a do concelho de Monção) –
Alcobertas –
Alcochete – árab. “o Forno”
Alcoentre –
Alcofra – hidrónimo
Alcoitão –
Alcolombal -
Alcongosta –
Alcorochel –
Alcórrego ou Alcôrrego–
Alcource – ver “Vala de Alcource”

Alcoutenejo - é hidrónimo. diminut. de "Alcoutim", com influência do castelh.

Alcoutim –
Aldán (Gz.) – o mesmo que “Aldão”
Aldão –
Aldeia –
Aldeia da Pena -
Aldeia da Piedade –
Aldeia da Ribeira –
Aldeia das Dez – uma lenda esotérica tenta explicar este nome.
Aldeia da Serra -
Aldeia das Sobreiras -
Aldeia de Irmãos –
Aldeia de Palheiros –
Aldeia de Pingalhetes –
Aldeia do Bispo –
Aldeia do Carrasco -
Aldeia do Mato –
Aldeia do Meco –
Aldeia do Meio –
Aldeia do Pico –

Aldeia Formosa – designação eufónica dada a uma “Punhete” de Seixo da Beira, no Séc. XIX, então já uma cacofonia. ver Punhete

Aldeia Fundeira –
Aldeia Galega de Merceana –
Aldeia Grande –
Aldeia Nova –
Aldeias –

Aldeia Velha – existe o topónimo "Cadima" com o mesmo significado

Aldeota (Br.) – diminut. de “aldeia”
Aldoar –
Alegrete –
Além –

Além do Rio - topónimo evidente, não define de onde é visto esse “além”
Além Ribeira -
Além Ribeiro -

Além Tâmega -
Alencarce de Baixo -
Alencarce de Cima -

Alentejo – graf. correcta desc. nota: não é a Região conhecida por “Alentejo”

Alentejo – “para além do Tejo”. nome dado por gente do lado norte do Tejo, já que “além Tejo” fica a Sul. antes chamado “Antre Tejo e Odiana”

Alentisca – por “A Lentisca”? ou “Al-Lentisca”?
Alfafar – árab. “al-fahhãr”: olaria
Alfaião –
Alfaiatas -
Alfaiates -
Alfama – árab. “al-hamma”: Caldas, Termas
Alfamas -
Alfambra –
Alfândega da Fé –

Alfarelos – dimin. plur. de “Al-Faro”: o farol (?). sítio onde havia vigias ou atalaias que emitiam sinais luminosos (?). (pressupõe uma zona de fronteira?)

Alfarim –
Alfarrobeira –
Alfarrobeiras -
Alfeição -
Alfeite -
Alfeizerão –
Alfena –
Alféolas –
Alferce –
Alferrarede –
Alfontes -
Alfornelo –
Alfornelos –
Alfouvar – árab. “al-fauwara”: “o bolhão”
Alfouvar de Baixo –
Alfouvés -
Alfoz (Gz.) –
Alfragide -
Alfrivida –
Alfusqueiro – é um hidrónimo
Algaça –
Algar – árab. “al-gár”: “gruta”, “caverna”
Algar Seco –

Algarve – do árab. “al-garb”: “O Ocidente”, “O Poente”, em relação à Arábia
Algarvia (Aç.) - aldeia povoada por gente provinda do Algarve
Algarvias –
Algereu -
Algeriz -
Algés -
Algodor–
Algodres –
Algoz -
Algoz Velho -
Algueirão – árab. “al-guerame”: “a gruta”
Alhais -
Alhandra -

Alhariz (Gz.) - graf. altern. “Allariz”: "terras de Alarico". genitivo de antropónimo germânico

Alhavaite –
Alheira –
Alho –
Alhões –
Alhos Vedros –

Alijó – diminut. femin. de “A Lixa”, confirmado pela existência do topónimo “Lijó”

Alimonde -
Alinhada –
Aliviada -
Alívio -
Alhadas, Serra das –
Aljezur – árab.: “al-jezira” (a ilha) (?)
Aljubarrota –
Aljuriça –
Aljustrel –
Almaça –
Almacave - do árab: "túmulo", também "cemitério"
Almaceda –
Almacinha - diminut. de "Almaça"
Almada – árab. “al-Ma’din: “A Mina”

Almada do Ouro – topónimo híbrido que significa “a mina” do ouro

Almadanim – do árab. “al-ma’din”?
Almádena – o mesmo que “Almada”
Almadoira – o mesmo que “Almada do Oiro”
Almagreira –
Almalaguês – considerar: “Al-Malaguês”

Almancil – graf. correcta “Almansil”? se é "Almancil", significará "albergaria"; se é "Almansil", significará "ribeiro"

Almansôr –
Almargem – árab. “al-marge”: “o prado”
Almarginho – árab.: “o prado”(diminuit.híbrido)
Almarjão – árab. “al-marge”: “o prado” (aumentat.)
Almas da Areosa –
Almear –
Almeda do Gamonal – ver “Gamonal”
Almedina – árab.: “A Cidade”
Almegue – árab.: “poço”?
Almeida – árab. “al-mã’ida” ( mesa, meseta) : zona planáltica
Almeijoafras –
Almeirim –
Almenara (Br.) - árab.: "O Farol"
Almendra –
Almezinha -
Almoçageme –
Almodôvar – árab.: “O Redondo”

Almofães - genitivo do antropónimo germânico Ermulfus": "terra, quinta ou propriedade de Ermulfo"

Almofala –
Almograve –

Almoinha – árab.: casal agrícola com especial vocação para exploração hortícola

Almoinha Grande -
Almoinhas – ver “Almoinha”
Almoínhas Velhas -
Almorquim –

Almoster – árab. “al” + lat. mediev. “monasterium” : “mooster”: “O Mosteiro”

Almourol – híbrido de árab. “al” + “mourol”? nesse caso, ver “Mouronho”, “Morouços”, “Môrro”, “Morreira”, “Mora”, “Moura”: “O Rochedo”?

A Lomba (Gz.) –
Alombada – por “A Lombada”?

Alparrel –
Alpedrinha –
Alpedriz –

Alpendurada - de “al(árab.) + “pen…” + “do(u)rada”. ver “Penhas Douradas”

Alpenduradas – ver “Alpendurada”
Alpiarça –
Alpolentim -

Alportel – topónimo híbrido. de árab. “al” + “Portel(a)" : A Portela. ver “Portela”, “Portel”

Alportuche –
Alpouvar –
Alpriate -
Alqueidão –
Alqueidão da Serra –
Alquerubim –
Alqueva –
Alqueve –
Altamira –
Altar do Cuco –
Alte –
Alter –
Alter do Chão –
Alter Pedroso –
Alto da Barra -
Alto da Casica –
Alto da Estrada –
Alto da Maria Dorme – graf. correcta desc. “Alto de Mariadorme”?
Alto da Portela do Pau – ver “A Portela do Pau”
Alto da Urreta –
Alto das Vinhas –
Alto do Mariola – ver “Mariola”
Alto dos Moiros –
Alto do Pinheiro - é um pleonasmo: "alto do alto"

Alto Douro – designação muito incorrecta, dado tratar-se, realmente, de Riba Douro

Alto Minho – designação muito imprecisa, já que se trata da região da margem esquerda final do rio Minho. dever-se-ia chamar “Baixo Minho”, como o fazem os galegos.

Alto Varatojo –
Altura –
Alturas do Barroso –
Alumieira -
Alva –

Alva, serra de – nome muito antigo. Cf. Albânia, Albion. Ver “Alba”

Alvações -
Alvadia – raiz “Alba”. ver “Alba”, “Alvão”
Alvados –

Alvaiázere – “Alva” + “Ázere” (?): “rio-rio”? nesse, caso, “Ázere” é mais antigo que “Alva"

Alvalade – árab “al-balãt”: caminho, via.
Alvalade do Sado –
Alvaledes – árab. “al-balãt”: caminho, via. ver “Alvalade”

Alvão, Serra de – raiz “Alba”. ver “Alva"
Alvarães -
Alvaredos –
Alvarelhos –
Alvarenga –
Alvares –
Alvarim –
Alvarinho –
Alvarinhos -
Álvaro –

Alvarões - há vários "Alvarões" no Norte de Portugal. pode indicar "gente oriunda de "Álvaro", mas qual deles?

Alvega –
Alveite -
Alveite Grande – ver “Alfeite”
Alvelos -
Alvendre –
Alverangel –

Alverca – “al” + “verca”: “o tanque”, “o depósito de água”, “a lagoa (artificial) ”

Alvercas –
Alviada –
Alviães -
Alviela – "pequeno Alva"
Alviobeira –
Alvisquer –
Alvite –
Alvite de Baixo –
Alvite de Cima –
Alvites –
Alvito –
Alvoco – pronunc. "Alvôco". diminut. desc. : “pequeno Alva”
Alvoco da Várzea – está por Várzea do Alvoco?
Alvor (pronunc. “Alvôr”) –
Alvorca –
Alvorge – árab. “al-burj”: “a torre”
Alvorninha –
A Maranha (Gz.) - graf. altern. "A Maraña"
Amarante (Pt. e Gz.) –
Amarante, Ribeira de – (na Região de Lafões)
Amareleja -
Amarelha -
Amarelos – ver "Várzea dos Amarelos"
Ameal –
Ameal do Campo –
Ameixeiral –
Ameixieira –
Ameixoeira –
Amêndoa –
Ameneiral (Gz.) -
Ameneiro (Gz.) -
A Merca (Gz.)
Amerelos –
Ames (Gz.) –
Amial –
Amiais de Baixo –
Amiar – o mesmo que “Amial” e “Ameal”?
Amieira –
Amieiro –
Amilo –
Amio (Gz.) -
Amoedo (Gz.) –
Amoeiro (Gal.) –
Amonde –
Amor (pronunc. “Àmor”) –
Amoreira – por “A Moreira” , “Moraria”: sítio onde há “quem more”
Amoreira da Gândara -
Amoreira do Repolão –
Amoreiras – plural de “Amoreira”
Amorim (Port. e Gal.) –
Amorosa – ver "Mor-", "Mouro", Marão"
Ana Carvalha –

Anaguéis – ouvi da população local dizer “O Anaguéis”. a confirmar. nunca fui de opinião que as pessoas não saibam dizer o nome da sua própria terra.

Anais –
Ana Loura – grafia exacta desc. : “Analoura"

Anc-/Anç-/Ant- desc.: “ribeiro”,“fonte de água corrente". exº:Ancão, Ançã, Âncora, Anços, Antuã, Anker [“Alenquer”],“Ínsua” (?) = ”ênçua”

Ançã, Ribeira de –
Ancão, Rio –
Ancas – do grupo “Ancão”, “Ançã”, “Âncora”…?
Ancede -
Anceiro -
Anceriz –

Anciães - graf. errada. é genitivo do antropónimo germânico Ansila. Ansilanis: "propriedade, quinta ou terra de Ansila"

Âncora – ver "Âncora"

Âncora – ver “Anc-“. a grafia deveria ser "Áncora", para não se confundir com o aparelho náutico com o qual este topónimo nada tem que ver.

Anços
Andorinha – tido por topónimo euskera

Andorinho, Vilar de - tido por topónimo euskera. ver “Andorinha” e “Anduriña” (Euskadi)

Andrada –
Andrade (Gz.) -
Andrães –
Andreus –
Andrineiras (Mir.) –
Andrinos –
Anduriña (Gz.) – ver “Andorinha”
Anelhe –
Angeão –
Angeiras –
Angeja – raiz "anc", "anç",“ant”
Angios –
Angra –
Angra do Heroísmo –
Angra dos Reis (Br.) –
Angrinha – diminut. de “Angra”
Angueira – hidrónimo. raiz “anc”, “anç”, “ant”
Angueira, rio – raiz “anc”, “anç”, “ant”
Angústias -
Anha –
Anhangabaú (Br.) -
Anhangay, Rio (Br.) - tupi-guar:anhangá (diabo)+y(rio): “rio do diabo”
Anhões – gente que veio de “Anha”
Anobra – terminação em “briga” (celt.)
Anreada -
Anseriz – o mesmo que “Anceriz"

Ansiães - v. “Carrazeda de Ansiães”. genitivo de “Ansila”, antrop. germânico

Ansião – raiz “anc-“, “anç-“, “ant-"
Anta -
Antanhol –
Antas -
Anteiras –
Antemil –
Antes – provavelmente por “Antas”
Antevila -
Antigo –?
Antuã, Rio – raiz “anc-“, “anç-“, “ant-"
Antuzede (pronunc. “Antuzêde”) –
Ão, Om, Home, Homem - desc. muito antigo “aum”: “rio, ribeira”
A Pastoriça (Gz.) - graf. altern. "A Pastoriza"
A Peroxa (Gz.) -
Apiay (Bras.) – tupi-guar.: “lugar alagadiço"

Apiteribú (Bras.) – tupi-guar.: apyter+ ybú : “a fonte do meio”. variantes: “Poteribú”, “Potribú"

A Pomba (Gz.) -
A Ponte Nova (Gz.) - graf. altern. "A Pontenova"
A Porta do Rolo (Gz.)
A Portela do Pau (Gz.)
Apostiça - “A Postiça”?
A Praga (Gz.)
Apúlia –

Aracajú (Br.) – tupi-guar.: ara (tempo) + cajú (cajú): “ (cidade) do tempo do cajú”, isto é, cidade muito antiga, uma vez que os índios contavam o tempo a partir do “aparecimento do cajú”

Arada –
Arada, Serra de –
Aradas –
Arade – hidrónimo do grupo “Aro”
Arado –
Aral –
Aranhas –
Arão –
Araújo –
Araúxo (Gz.) – o mesmo que “Araújo” –
Aravil, rio – do grupo “Aro”, “Arade”, “Arelho”, “Arouce”
Arazede (pronunc. “Arazêde”) –
Arbo (Gz.) – do grupo “Árvore”? (“porto”?). ver "Árvore"
Arca -
Arcas –
Arcela – diminut. mediev. de “Arca”
Arco – lugar onde existe ou existiu um arco ou arcos (ruínas)
Arco de Baúlhe –
Arcos - ver "Arco"
Arcos de Valdevez – “vale de Vez”
Arcossó – graf. correcta desc.
Arcozelo (pronunc. “Arcozêlo”) – "Arco"
Arcozelo das Maias –
Arda, rio –
Ardazubre –
Ardegão –
Ardela – pequeno “Arda”
Ardesende (Gz.) –
Areado (Br.) -
Areeiro –
Arega –
Areias –
Areias, S. João de –
Areias de S. João – “Areias, S. João de"
A Regueirinha (Gz.) - graf. altern. "A Regueiriña"
Arelho – diminut. de “Aro” (rio): ribeiro
Arentim -
A Requeixada (Gz.)
Ares (Gz.) –
Arestal –
Arga –
Arga de Baixo –
Arga, Serra d’ –
Arganil –
Argemil da Raia - "Argemil": de um antropónimo germânico
Argenteira –
Argeriz –
Argoncille –
Argozelo (pronunc. “Argozêlo”) – o mesmo que “Arcozelo”
Aricera –
Ariz (Àriz) – o mesmo que “Alariz”. Ver “Alhariz” ou “Allariz”

Armação de Pêra – o topónimo refere-se a armação de pesca (do atum?). “Pêra” é topónimo de referência. ver “Pêra”

Armada –
Armamar –
Armental (Gz.) -
Armona, Ilha de –
Arnadelo (pronunc. “Arnadêlo”) – diminut. de “Arnado”
Arnado – terreno arenoso
Arneiro –
Arneiro das Milhariças –
Arnes –
Arnóia –
Arnoso – tido por topónimo euskera (??)
Aro/ Arade/ Arelho / Arouce /Arunca – desc. “ar-“+ sufix.: rio
Aroal –
Arões –
Arões, S. João de –
Arosa –
Arouca -
Arouce – ver “Aro”
Arousa, Ria de (Gal.) – da raiz “ar – “, “aro – “?
Arrabal –
Arrabalde – árab. “ar-abáde”: os subúrbios” (em relação a quê?)
Arrábida – árab: estabelecimento militar de defesa fronteiriça.
Arraial da Poupa –

Arraiolos – desc. “arroio” + dimin. plur. pequenos arroios (?), pequenos regatos (?)

Arrancada –
Arrancada do Vouga –
Arranhó – por “A Ranhó” – diminut. de “Ranha” –
Arrebentaço – ladeira muito íngreme em caminho de peregrinação
Arredal –
Arrentela –
Arrepiado –
Arribada (Gz.) -
Arrifana – árab.: “venda(s)”
Arrimal –
Arrochela –

Arroio – ribeiro, regato (raiz “ar-". também pode ter origem ibera: “arrogium” – canal de irrigação, dependendo das características do lugar

Arroios” – (zona de) regatos (raiz “ar-“)
Arrompida” – por “A Rompida”?
Arronches –
Arrota –
Arroteia –
Arroteias –
Arroteiras –
Arruda –
Arruda dos Pisões –
Arruda dos Vinhos –
Arteixo (Gz.) –
A Rua (Gz.) - ver "Rua"

Arunca – “Aro” (rio) + "Anc" (rio). a última parte da palavra é a mais antiga

Árvore – do germ. angl.(?) “harbour”: “porto”.
Arzila – Cf. “Arzila”, em Marrocos
Arzúa (Gz.) – tido por topónimo eus

As Antas (Gz.) – ver "Antas"
As Cachadas (Gz.) - ver "Cachada"
As Candas (Gz.) – ver "Canda"
As Chairas (Gz.) – ver “Cheira"
A Sionlha (Gz.)
As Lagoas (Gz.) –
Asnela – ver “Asnes”
Asnes - por “Anses”? ver “Anços”
As Neves (Gz.) – ver “Neves"
As Pontes (Gz.) - ver “Ponte (s)”
Aspela –
As Raposeiras (Gz.) –
Assim Chamado – graf. correcta desc.
As Veigas (Gz.) –
As Vendas (Gz.) –
Assafarge –
Assafora – árab. “assahra”: “campina”
Assares –
Asseca –
Asseiceira – por “A Seiceira”?
Assenta –
Assequins –

Assilhó – duplo diminut. femin. de Ossa: Ossa - Ossela - Osselola - Osseloa: Assilhó

Assureiras –
Ataboeira – por “A Taboeira”?
Atães –
Ataíja –
Ataíja de Baixo –
Atalaia – o mesmo que “Vela”, “Vigia"
Ateanha -
Atei -
A Teixeira (Gz.) - ver "Teixeira"
A Teixugueira (Gz.) -
Atenor –
Atiães –
Atibaia (Br.) -
A Torre (Gz.) -
Atouguia –
Atouguia da Baleia –

A Toxa (Gz.) - vila frequentemente alcunhada de "La Toja", o que não é galego-português nem faz qualquer sentido. ver "Tocha"

Aúde (Gz.) -
Augas Bibas (Mir.) -
Avanca – “av” + “anc” ? rio+rio
Avantos –
Ave, Rio –
Avecasta –
A Veiga (Gz.) - ver "Veiga"
Aveiras –
Aveiras de Baixo –
Aveiras de Cima –
Aveiro -
Aveiros – ver “Praia de Aveiros” –
Avela –
Avelal –
Avelal de Baixo –
Avelal de Cima –
Avelames, Rio –
Avelanoso (Mir.)
Avelar – o mesmo que “Avelal"
Avelãs de Caminho –
Aveleda (pronunc. “Avelêda”) –
Aveleira – nome sempre ligado a serras. será “A Veleira”?
Avenal –

Aver-o-Mar – grafia exacta desconhecida. preferível “Avremar” ou "Abremar" (?)

Avessada – ver “Bessa”, “Bessada”, “Abessadinhas”
Avessadas – ver Avessada”
Avia, rio (Gz.) – ver “Ave”
Avidagos –
Avidos –
A Vila (Gz.) - ver "Vila"

Avinho (Gz.) - hidrónimo e nome de uma povoação galega. graf. altern.: "Aviño

Avinhó - está por "A Vinhó"? ver "Vinhó"
Avintes –
Avión (Gz.) - graf. altern. “Avióm”
A Viqueira (Gz.) -
Avis – por “Aviz”
Avitureira – ver “Abitureira"
Aviúges

Avô – hidrónimo? diminut. de “Avus” (rio). atenção: os rios eram femininos!

Avões – gente vinda do vale do “Ave”?
Avos –
Azambuja – por “A Zambuja”? Ver “Zambujal” e “Zambujeira”
Azambujeira – por “A Zambujeira”
Azeitão –
Azeiteiro” –
Azenha – árab. “aççania“a nora”
Azenha de Cima –
Azenha do Cano –
Azenhas do Mar –
Azenha do Rio –


Ázere – desc. “junto ao rio” (?), “rio” (?). “Ázere” (Viana do Castelo) e “Ázere” (Coimbra) ficam junto a um rio. ver “Odiáxere”. ver “Fonte do Azeral"

Azervadinha –
Azerveira –
Azevedo (Pt. e Gz.) (graf. altern. “Acevedo”) –
Azevide -
Azevo –
Azia -
Azias –
Azibal –
Azinhaga –
Azinhal –
Azinhalinho –
Azinheira dos Barros –
Azival –

Azóia –

Azóia de Baixo –
Azóia de Cima –
Azóia, Stª Iria de –
Azueira –
Azurara – por “A Zurara” (?)
Azurva –

Babau –
Babe -
Bacelos –
Bacharela –
Baçal –
Badamalos -
Bagueixe –
Bagunte –
Bahia (Br.) – a grafia reproduz a pronúncia no Séc. XVI
Baía –
Baião (Pt. e Br.) – o "Baião" do Brasil é transposição do topónimo português
Bailadouro -
Baiões –
Baiona (Pt. e Gz.) –

Bairrada -
Bairral -
Baixa da Banheira –
Baixa da Restolha –
Baixo Minho (Gz.) -
Baixo Minho (Pt.) -
Bajanca –
Bajouca -
Bajouco –
Baladia –
Balaia – topónimo que se refere a local onde abunda (va) a baleia
Balaído –
Balancal -
Balazar – ver “Belesar”
Baldanido –
Bal de Mira (Mir.) -
Baldio – terreno que não pertence a ninguém
Baleal – topónimo que se refere a local onde abunda (va) m baleias
Baleeira – topónimo do grupo “Baleia”, como “Balaia”, Baleal”
Baleizão –
Balieira – o mesmo que “Baleeira”
Baloca –
Balocas –
Balsa –
Balsas –
Baltar (Pt. e Gz.) –
Balteiro –
Balugães –
Banafátima – do árab.
Bandavises – do árab.
Bande (Pt. e Gz.) –
Banduja -
Bangueses (Gz.) –
Banho -
Banhos (Pt. e Gz.) - graf. altern.(Gz.): “Baños”: "balneários", "termas"
Banhos de Bande (Gz.) –
Banhos de Molgas (Gal.) –
Baralhas - cf. "Barajas" (E)
Barão de S. João –
Barão de S. Miguel –
Barbaído –
Barbacena –
Barbadães de Baixo -
Barbadáns (Gz.)
Barbatos –
Barbeita –

Barbeito (Pt. e Gz.) – terra em repouso de cultura, faixa de terra inculta que separa duas propriedades

Barbuda -
Barbude -

Barca – lugar junto a um rio, lugar de travessia desse rio
Barca da Esteveira –

Barca d’ Alva – não se justifica o preciosismo "Barca de Alva", pois nem sequer reproduz a pronúncia

Barca da Trofa –
Barca do Concelho –
Barca do Lago –
Barca do Loureiro –
Barca Nova –
Barcarena – de "barca" + "arena"?
Barcarena (Br.) – transposição do topónimo português
Barcel –

Barcelinhos – diminut. de “Barcelos” ? é duplo diminut. de "Barcos"

Barcelos” – diminut. plur. de “Barco”
Barcelos” (Br.) – transposição do topónimo português
Barceosa – ver “Vila Chã de Barceosa”
Barco – ver “O Barco de…”
Barcouço –
Bargo (Gz.) -
Barosa – o mesmo que “Varosa”?
Barqueiro –
Barqueiros – gente originária de “O Barco” ou “A Barca” (?)
Barquinha, Vila Nova da - diminut. de “Barca”?
Barra -
Barra, S. Julião da -
Barracão –
Barra Cheia -
Barradinha –
Barra Funda (Br.) –
Barral –
Barranco -

Barranco de … - em certos casos parece tratar-se de um leito potencial profundo de um ribeiro sezonal

Barranco das Belharucas –
Barranco da Vaca –
Barranco de Água Velha –
Barranco de Brejões –
Barranco de Mata Filhos – graf. correcta desc. : …"de Matafilhos”?
Barranco do Cadavaio (de “Cádavo” – ver “Cádabo”)
Barranco do Calvário –
Barranco do Cão –
Barranco do Porco –
Barranco do Sambro –
Barranco do Velho –
Barrancos –
Barranha –
Barras –
Barrenta –
Barreira –
Barreiras (Pt. e Br.) –
Barreiro –
Barreiros (Gz.) –
Barril –
Barril d’Alva –
Barrimau –
Barrinha –
Barrinhos –
Bárrio –
Barriosa –
Barro –
Barrô – diminut. de “Bárrio”
Barroca –
Barroca de Pedro Lopes – graf. correcta desc.: “de Pedrolopes”?
Barroca Grande – escavação grande provocada pela exploração de minas
Barrocal –
Barroças -
Barroco (pronunc. “Barrôco) –
Barrol –
Barrosa –
Barrosas –
Barroselas - diminut. de "Barrosas"
Barrosinhas – diminut. de “Barrosas”
Barroso –
Barroso”, Serra do –
Barruncheiros –
Basanca -
Basteiros – gente de "Basto"?
Basto –
Batalha –
Batel –
Batocas – de um hidrónimo? ver “Ribeiro das Batocas”
Batoco – de um hidrónimo?
Batoquinhas – diminut. de “Batocas”. de um hidrónimo?
Baú –
Beade (Gz.) – o mesmo que “Veade” (?)
Beberriqueira –
Beça, rio –
Beco (pronunc. “Bêco”) –
Beduído –
Begonte (Gz.) –
Beiçudo –
Beira – desc. (que relação com “ibéria”?)
Beirã –
Beira Grande –
Beiral –
Beiriz –
Beja – do lat. “Pax Júlia”
Bejinha -
Bela –
Belasaima – de “Belisama” , divind. celta femin. equivalente a Minerva (?)
Belazaima do Chão – o mesmo que “Belasaima do…”
Belece –
Belesar (Gz.) – o mesmo que “Balazar”. é tido por topónimo euskera
Beliche, Ribeira de –
Belide –
Belinho - pronúnc. "Bèlinho"
Belmonte –
Belomonte -

Belos Ares – corresponde ao significado da capital argentina, "Buenos Aires"

Béltico -
Beluso (Gz.) -
Belver – miradouro, mirante, terraço elevado
Bembivre (Br.) -
Bem da Fé – preciosismo linguístico anacrónico por “Bendafé”
Bemposta –
Benaciate, Rio –
Benafim – do árab. Cf. “Bensafrim”
Benavente –
Bencanta –
Bencatel –
Bendafé – do árab.
Beneita –
Benespera – cf. com “Bispeira”
Benfarras –
Benfeita –
Benfica –
Benfica do Ribatejo –
Benlhevai – graf. correcta desc.

Benquerença – tem alguma relação com “wishing well” (poço mágico, à letra: “poço dos desejos”) em inglês?

Benquerenças –
Bensafrim - parece semit. “ben” (“filhos”) + “safrim” (plural: “dos Safar”). um clã?
Bente –
Bera -
Berdoias (Gz.) -
Bergondo (Gz.) – relacion. com “Borgonha”, “Borgundo”?
Berlenga –
Berlengas –
Berlengas, Ilhas –
Bertiandos –

Beselga – de “basílica”, do greg. “casa do rei”, através do latim religioso (Igreja Católica)

Bessa – cf. “Avessada”
Bessada –
Besteiros –
Besteiros, Campo de –
Besteiros, Paranhos de –
Besteiros, S. Tiago de –
Betanços (Gz.) - graf. altern. “Betanzos”
Betanços Velho (Gz.) -
Bexiga -
Bica – o mesmo que “Fonte”, de onde a água sai em bica
Bica Alta –
Bicada -
Bicanha –
Bicas – plural de “Bica”
Bicesse –
Bicha –
Bicha Moura – por “Bichamoura”?
Bicheiro –
Bichieiro –
Bicho -
Bico – em alguns casos, deriva do lat. vicus, aldeia não fortificada
Biduleiro –
Bigorne -
Bilasseco (Mir.) -
Bilhó – diminut. femin. de…”Bilha”?
Bilrete -
Biós (Gz.) -
Birre – árab. : “poço”, “fonte”
Bisalhães - ver post

Biscaia – localidade povoada por gentes vindas de Euskadi ou Viscaya (País Basco)

Bismula –
Bispeira – cf. com “Benespera”
Bizarril –
Bizorreira –
Boaças - ver "Boassas"
Boaldeia –
Boa Farinha – ver “S. Paio de Farinha Pôdre”
Boas Eiras -

Boassas – graf. correcta "Boaças". evolução de forma anterior "Avoazas" ou "Avoaças"

Boavista (Pt. e Gz.) –

Bobadela – lat. mediev. : “bovatella”: lugar onde o gado bovino vai pastar

Boborás (Gz.) -
Bocacha –
Bocas (pronunc. “Bòcas”) –
Boco (pronunc. “Bôco”) –
Bodiosa –
Bodiosa-a-Velha –
Boente (Gz.) -
Bogadela –
Bogalhal –
Bogalhinha -
Bogas –
Bogas de Baixo –
Bogas de Cima –
Bogas do Meio –
Boi
Boial
Boialvo
Boi-a-Monte - grafia correcta "Boiamonte". ver "Boimonte"
Boião –
Boiça - ver "Bouça"
Boicinha –
Boico –
Boicornelho (Gz.) – graf. altern. “Boicornello”
Boidecanto (Gz.) –
Boidobra -
Boieira –
Boimonte (Gz.) –
Boimorto (Gz.) –
Boiro (Pt. e Gz.) –
Boivães –
Boivão –
Boleiros – gente vinda de “A Bola” (?)
Bolha –
Bolhão – a pronúncia no Porto é "Bolhóm"
Bolho (pronúnc. “Bôlho”) –
Bolhos –
Boliqueime –
Bombarral –
Bom Velho de Baixo -
Bom Velho de Cima -
Bonitos –

Borba – celt. “Borvo”: divindade das águas quentes, termas ou caldas

Borba da Montanha –
Borba de Godim –
Borbela – diminut. de “Borba”
Borbolga -
Borda do Campo -
Bordalo – ver “Bordeaux” (França)
Bordeira –
Bordoegas –
Bordonhos –
Borneiro (Gz.) -
Bornes, Serra de –
Borrajeira -
Borralha –
Borralheira –
Borrifãs (Gz.) - graf. altern. "Borrifans"
Boscras -
Bosturenga –
Bota – ver “Vale da Bota” –
Botão –
Boto – ver “Ribeira do Boto”
Bouça

Bouças (Pt. e Gz.) – na Galiza, pode ter a graf. altern. "Bouzas", sem alteração fonética

Boucela
Boucelha
Boucinha
Bouçoães
Bouçoais – alternat. a "Bouçoães"
Bouçós – diminut. de “Bouças”
Bougado –
Bouro – o mesmo que “Boiro”
Bóveda (Gz.) -
Boxinos –

Brá (Gz.) –
Brachiqueira –

Braga – cidade (da tribo celta) dos braccarii. no Império romano: “Braccara Augusta”

Bragado –
Bragança – Bragança, de "Brigantia"
Branca – ver “A Branca”

Branda – abrigo de pastor e para o gado, de noite, quando sobe a serra no verão, para pastar. também se lhe chama inverneira

Branda da Bordença –
Branda da Junqueira –
Branda de Santo António –
Brandão –
Brandião –
Brandinhães –
Brandoa –
Brandomil (Gz.) –
Brandonhas (Gz.) – graf. altern. "Brandoñas"
Branqueira –
Branqueira Torqueira –
Brasil
Brasil – ver “Monte Brasil”
Brasília (Br.) -
Bravães –
Brejão – aumentat. de “Brejo”
Brejinho – diminut. de “Brejo”

Brejo - pronunc. “Brêjo”: terreno inculto e húmido, lugar frio e ventoso onde só há mato

Brejoeira – terra abundante em brejos
Brenha
Bretonha (Gz.) –
Brirães –
Briteiros – gente oriunda de Brito
Britelo – diminut. de Brito
Britiande –
Brito –
Bubaces (Gz.) - forma correta "Bubazes"
Bubal (Gz.) -
Bucos –
Budens –
Bueu (Gz.) -
Bugalhães -
Bujã (Gz.) - graf. altern. "Buján"
Buraca – ver "A Buraca"
Burro -
Burela (Gz.) –
Burgães –
Burgo –
Burguete –
Bustelo (pronunc. “Bustêlo”) –
Bustos –

Caaveiro (Gz.) - onde existe um famoso Mosteiro, do séc. IX
Cabaços – o mesmo que “Cabeços”?
Cabana de Bergantinhos (Gz.) - graf. altern. "Cabana de Bergantiños"
Cabana Maior –
Cabanas (Pt. e Gz.) –
Cabanas de Viriato – porquê “de Viriato”?
Cabanelas – diminut. de “Cabanas”
Cabanes –
Cabaninhas – diminut. de “Cabanas”, posterior a “Cabanelas”
Cabanões – “gente que veio de Cabanas” (?)
Cabanos
Cabeça – ponto alto arredondado. ver “Penela” e “Outeiro”
Cabeça Braceja -
Cabeçadas – conjunto de "Cabeças"
Cabeça de Boi (Gz.) - graf. altern. "Cabeza de Boi"
Cabeça de Cavalo –
Cabeça de Vaca (Gz.) - graf. altern. "Cabeza de Vaca"
Cabeça de Eiras –
Cabeça de Peixe –
Cabeça de Pito –
Cabeção – aumentat. de "Cabeço": "Cabeço Grande"
Cabeça Rasa –
Cabeceiras – conjunto de “Cabeças”?
Cabeceiras de Basto –
Cabeço –
Cabeço Alto –
Cabeço Cão –
Cabeço da Igreja –
Cabeço da Lama –
Cabeço da Urreta – ver “Urreta”
Cabeço de Domingos Moiro – graf. correcta desc.
Cabeço Grande –
Cabeço Monteiro – lugar no cimo de um monte
Cabeço Sapafonso –
Cabeçudo –
Cabeçudos -
Cabo Carvoeiro –
Cabo da Roca –
Cabo de Home (Gz.) –
Cabo de Sagres –
Cabo de Santa Maria –
Cabo de S. Vicente –
Cabo de Vila (Pt. e Gz.) –
Cabo do Mundo – o mesmo que Finisterra ou Fisterra
Cabo Espichel –
Cabo Fisterra (Gz.) –
Cabo Mondego –
Cabo Ortigal (Gz.) –
Cabo Raso –
Cabo Sardão – de “Sardo”: o povo do mar
Cabo Silheiro” (Gz.) - graf. altern. "Cabo Silleiro"
Cabouco –
Cabração –
Cabral -
Cabrão -
Cabrela – diminut. de "Cabra" ,no sentido toponímico
Cabreira
Cabreira - pode ser orónimo (Pt. e Gz.) ou hidrónimo (Gz.)
Cabreiro (Gz.) -
Cabreiroá (Gz.) -
Cabril –
Cabroeira de Baixo –
Cabrum –

Cacabelos (Gz.) – dimin. lat. “cacabu” : reservatório de líquidos”. o mesmo que cisternas. o mesmo que “Carcavelos”

Caçarelhos –
Caçarilhe –
Caceira –
Cacela –
Cacém – árab. “caceme”: “limite”, “que divide”
Cácemes –
Cachada –
Cachão –
Cacharelos – o mesmo que “Caçarelhos”?
Cachoeira (Pt. e Br.) –
Cachoeiras –
Cachopo –
Cádabo (Gz.) –
Cadafais –
Cadafaz -
Cã das Bouças
Cadavaio -
Cadaval – “terra de rios/ribeiras/ regatos”. ver “Cávado”
Cadaveira –
Cadima – árab.: "A (Aldeia) Velha"
Cadoiço –
Cafede –
Cagalha –
Cagido –
Caia, rio –
Caíde –
Caíde de Rei –
Caído – o mesmo que “Caíde”
Caínhas –
Caixas –
Cajido – ver “Cagido”
Cal (Pt. e Gz.) –
Calçada – estrada romana com calçada de pedra
Calçada do Gato –
Calçadas – plural de “Calçada”. ver “Calçada”
Caldas – lat. o mesmo que “termas”: águas quentes
Caldas da Rainha –
Caldas de Aregos –
Caldas de Moledo -
Caldas de Monchique –
Caldas de Reis (Gz.) –
Caldas de S. Jorge –
Caldas das Taipas –
Caldas de Vizela –
Caldas do Gerês –
Caldas do Jorro (Br.) -
Calde –
Cal de Abaixo (Gz.) -
Cal de Arriba (Gz.) -
Caldelas – pequenas caldas ou termas
Calendário –
Cales -
Calhabé –
Calhandriz –
Calhariz –
Calhariz de Benfica –
Calhau –
Calheiros –
Calheta - pronunc. “Calhêta”: "pequena angra"
Calhostros –
Caliço –
Caliços –
Calvães –
Calção –
Calvaria –
Calvário –
Calvário Cambra –
Calvário da Veiga –
Calvelhe –
Calvelo – diminut. de “Calvo”
Calvinos –
Calvo –
Calvos (Pt. e Gz.) –
Calvos de Randim (Gz.) - graf. altern. “Calvos de Randín”
Câmara de Lobos –
Camarate –
Camarinha –
Camarinhas (Gz.) - graf. altern. “Camariñas”
Camarnal –
Camarneira –
Camba –
Cambados (Gz.) – celt. “cambo”: curvatura, lugar de meandros (?)
Cambeses –
Cambeses do Rio –
Cambra –
Cambre (Gz.) –
Cambres –
Caminha” – lat. “Bucca” (“Boca”, “Foz”) + desc. “Minia”: “Foz do Minho”
Caminho – estrada principal de terra
Camões -
Campanas –
Campanhã –
Campanhó – diminut. de “Campanhã”
Campeã – relação com “Campia”?
Campelo - pronunc. “Campêlo”. diminut. de “Campo”
Campelos - pronunc. “Campèlos” . plural de “Campelo”
Campia – relação com “Campeã”?
Campilho – influenc. leonesa. o mesmo que “Campelo”
Campina -
Campinas (Br.) –
Campo -
Campo de Besteiros - pronunc. “Campo de Bèsteiros”
Campo de Guerreiros –
Campo de Ourique –
Campo de Víboras –
Campo do Gerês –
Campo Grande (Pt. e Br.) –
Campo Lameiro (Gz.) –
Campolide –
Campo Longo –
Campo Maior - infl. do castelh.: “campo grande”
Campo Pequeno –
Campo Redondo –
Campos -
Camposancos (Gz.)-
Camum –

Canais –
Canal -
Canas –
Canas de Santa Maria –
Canas de Senhorim –
Canavai –
Canavial –
Cancela –
Cancelo -

Canda (Gz.) - do celt. cand-, cant- : “penedia”, “pedra (s)”. exº "Serra da Canda"

Candal -
Candedo - pronunc. "Candêdo": onde predominam lugares elevados
Candeeira -
Candeeiros - "Serra de Candeeiros"
Candeias (Br.) -
Candeiras -
Candeleiros (Mir.) - o mesmo que "Candeeiros"
Candosa -
Candoso -
Caneças -
Canedo - pronunc. "Canêdo"
Canedo de Basto -
Caneira – femin. de “Caneiro”
Caneiro – pequeno ribeiro
Canela (Br.) -
Canelas – diminut. de “Canas”
Caneleja – diminut. de "Canela"
Caneve –
Canedo de Basto –
Caneve –
Canha –
Canhestro –
Canhestros –
Canhoso –
Caniçada –
Caniços –

Canidelo - pronunc. “Canidêlo”: diminut. de “Canido”. há um "Bairro de Canido" no Ferrol (Gz.)

Canido (Gz.)
Caniveta -
Cantanhede –
Cantareira -
Cantarinhas – de cand-/cant-
Cantelães –
Caparica –
Caparrosa –
Caparrosinha – diminut. de “Caparrosa”
Capinha –
Capitorno – ponto alto. do lat. cap-: "cabeça"+ desconhecº.
Caracol –
Caracuste -
Caralho - é hidrónimo. ver “Rio Caralho”
Caramos -

Caramulo – carr- + mul-, proto-indoeurop (?).: “serra de penedias”, o mesmo que “serra da peneda”

Caranguejeira –
Carapeços –
Carapelhos –
Carapeto -
Carapinha –
Carapinhal –
Carapinheira –
Carapinheira do Campo
Carapinheira da Serra –
Carapito –
Carapua –
Carapuções –
Carcavai – hidrónimo do grupo car-
Carcavelos – o mesmo que “Cacabelos”
Carção –
Carçãozinho –
Cárcoda –
Carçoneiros – povoação cujo nome reporta a “Carção”: gente oriunda de "Carção"?
Cardal –
Cardenhas – cf. esp. “Cárdenas”
Cardia –
Cardosa –

Carenque - hidrónimo. do pré-indo-europeu karr- (pedregal) + sufix. ânk/.nt indo-europ.: “rio pedregoso”

Caria – ver “Alcaria”
Caria de Jusã – por “Caria Jusã”, i.e., “Caria de Baixo”. cf. ital. "giù"
Caria de Susã – por “Caria Susã”, i.e., “Caria de Cima”. cf. ital. “sù”
Carides -
Carmões –
Carne Assada – hidrónimo. graf. correcta desc. de “karr”

Carneiro – de karr- (pedregal). ver “Carenque”, “Carregal”, “Cárcoda”, “Carne Assada”

Carnicães -
Carnota (Gz.) –

Carpina (Br.) - segundo se diz, tem origem na alcunha por que ficou conhecido o tanoeiro Martinho Francisco de Andrade Lima, que por ali viveu nos inícios do séc. XIX.

Carqueijo –
Cárquere –
Carragosa –
Carralcova –
Carrapateira -
Carrapichana –
Carrapitais –
Carrascal –
Carrascalinho -
Carrascas –
Carrasco Bonito (Br.) -
Carrascosa –

Carrazeda de Ansiães – “pedregosa” ou "pedrosa" de… Ansiães, e não "Anciães", é o genitivo de Ansila, antropónimo germânico. ver "Anciães"

Carrazeda de Montenegro – “pedregosa” ou "pedrosa" de…
Carrazede - pronunc. “Carrazêde”

Carreço - pronunc. “Carrêço”: o mesmo que “Carriço”. do grupo “karr –"

Carregado – o mesmo que “Carregal”

Carregal – celt. carr(eg)-: “pedra”. o mesmo que "pedregal” ou "pedroso". esta é a etimologia da maior parte destes topónimos, confirmada pelas características dos locais. porém, em casos específicos e limitados, pode ter outra etimologia convergente, como é vulgar em Toponímia

Carregal Cimeiro –
Carregal do Sal – ver “Carregal” e “Sal” (rio?)
Carregosa – lugar com muitas pedras (celt. “carreg”)
Carregosela – diminut. de “Carregosa”
Carregueira –
Carreira (Pt. e Gz.) – estrada para carros (charretes)

Carreira Velha – estrada velha (para carros/charretes). é "velha" porque foi feita uma mais "nova"

Carreiras –
Carreiras Velhas – estradas antigas
Carreiro –
Carreiro de Joanes –
Carreiro do Inferno – em geral traduz a ideia e "caminho difícil, perigoso"
Carreiro Velho – caminho velho
Carriagem -
Carriço –
Carril
Carritos –
Carrolas –
Carros –

Cartaxo – o mesmo que “Cartago” (?). cf. “Cartagena” : “Nova Cartago”. cf. “Cartaya” (Andaluz.)

Cartaxos –
Carvalhal –
Carvalhal Cimeiro –
Carvalhal da Mulher – ver “Mulher”
Carvalhal da Portela –
Carvalhal de Macinhata –
Carvalhal de Pussos –
Carvalhal de S. Bento –
Carvalhal de Vermilhas –
Carvalheirinha – diminut. de “Carvalheira”

Carvalhelhos – diminut. de “Carvalhos” com influência do bable asture-leonês

Carvalhido -
Carvalhito –
Carvalhitos –
Carvalho – raiz carr-: “penha", penhascos, serrania de pedras
Carvalho de Egas –
Carvalho de Rei -
Carvalhos –
Carvalhosa –
Carvalhosas –
Carvão –
Carvela -
Carvicas –
Carvide –
Carvoeira –
Carvoeira do Vouga –
Carvoeiro - exºs "Cabo Carvoeiro”, "Praia do Carveiro"
Casa Branca –
Casa do Velho -
Casainho de Baixo –
Casainho de Cima –
Casais - grupos de casas
Casais de Azóia –
Casais de Mestre Mendo –
Casais do Baleal –
Casais do Cabra –
Casais do Campo – o mesmo que “casais dos campos do Mondego”
Casais do Douro -
Casal -
Casal Comba –
Casal da Amieira –
Casal da Arruda –
Casal da Boieira –
Casal da Cortiça –
Casal d’Álvaro –
Casal da Misarela –
Casal da Ponte –
Casal da Robala –
Casal da Senhora –
Casal das Fragosas –
Casal de Marques –
Casal de Santo Amaro –
Casal Dias –
Casal do Abegão –
Casal do Azemel –
Casal do Burro –
Casal do Ermio –
Casal do Lobo –
Casal do Moinho
Casaldelo - de S. João da Madeira
Casal dos Ramos –
Casal dos Ratolas -
Casal dos Ventos –
Casalito – diminut. de “Casal”
Casal Jorge Dias – graf. correcta desc.
Casalinho de Alfornelo –
Casal de Vale Coelho –
Casal Marinho –
Casal Novo –
Casal Pardo –
Casal Ventoso – conjunto de casas, lugar, onde bate o vento
Casanova (Gz.) -
Casassoa (Gz.) - casa só, isolada
Cascais –
Cascalheira – hidrónimo?
Cascarneiro – hidrónimo?



Casconha – por “Gasconha” ou “Vasconha”? ver “Vasconha”. porém, em outros casos, como em Penacova, pode ser "terreno pedregoso" (mesma etimologia de "cascalho")

Cas do Mato (Gz.) -
Casebres –
Casegas – diminut. de "Casas". variante dialectal, como "Casicas"
Caselas – casas pequenas. ver “Coselhas”
Caselho - pronunc. “Casêlho”

Casével –
Casgaia – é hidrónimo(?)
Casinhas (Br.) -
Caso –
Casola – topónimo diminutivo de "Casa" que tamém acontece em Itália
Castainça –
Castainço –
Castanheira – o mesmo que "Costanheira" ou "aldeia numa encosta"
Castanheira de Pêra – aqui “Pêra” é hidrónimo (Ribeira de Pêra)
Castanheira do Ribatejo -
Castanheira do Vouga –
Castanheiro do Sul – ver “Sul”, “Sil
Castanheiro Redondo -
Castanhos –
Castedo –
Castelão -
Castelãos – o mesmo que “Castelões”. gente oriunda de Castela
Casteleiro –
Castelejo –
Castelhanas – (aldeias de) gente oriunda de Castela
Castelimo –
Castelo Belinho – foi designado “do Linho” e “do Nynho”
Castêlo da Maia –
Castelo Branco –
Castelo de Alferce –
Castelo de Paiva –
Castelo de Vide –
Castelões – localidade povoada por gente oriunda de Castela
Castelo Novo –
Castelo Rodrigo –
Castelo Ventoso –
Castelo Viegas –
Castelões – localidade povoada por gente vinda de Castela
Castrelo do Val (Gz.) –
Castriz (Gz.) -
Castro d’Aire –
Castro de Avelãs –
Castro Laboreiro – o mesmo que “Lebreiro”? ver “Lebureiro”
Castro Marim –
Castromil (Pt. e Gz.) –
Castro Roupal –
Castroverde (Gz.) – o mesmo que “Castro Verde”


Castro Verde – castelo ou fortificação muito antigo (a). Jj os romanos consideravam antigo (veteri/s: verde, no sentido de "antigo, velho")

Catarredor –
Catifarras -
Cativelos –
Catoira (Gz.) –

Catoura – aparece sob o nome composto de "Monte da Catoura". o mesmo que “Catoira”? aqui está um dos (muitos) exemplos em que a aproximação dos topónimos por um Glossário compreensivo faz encontrar pistas onde pareceria não as haver

Catraia – normalmente seguido de um determinat.: “Catraia de…”. significa um caselho à borda da estrada

Catraia de Assequins –
Catraia de Mouronho –
Catraia de S. Romão –
Catraia dos Poços –
Catrão –
Catribana –
Caucaia (Br.) – tupi-guarani: “caá-ocaia” – uma “queimada na mata”
Caudo –
Cauípe (Br.) – tupi-guarani “caúy-pe”: “de onde vem o vinho de caju”
Cavaco –
Cavada Nova –
Cavadas –
Cavadas de Baixo –
Cavadas de Cima –
Cávado - ver "Cádabo"(Gz.): “ rio”
Cavaleira -
Cavaleiros –
Cavalhão –
Cavalo Branco – graf. correcta desc.: “Cabalobranco”?
Cavernães –
Cavês – graf. alternat. de “Cavez”
Cavez –
Caxarias –
Caxias -
Caxias (Br.) -
Caxinas –
Ceará (Br.) – onomatop. (?): terra do canto da jandaia, pequeno papagaio palrador

Cebola de Soldado – graf. correcta desc.
Cebolais – (Gz.)
Cedeira (Gz.) -
Cederma -
Cedofeita (Gz. e Pt.) –
Cedrim do Vouga –
Cée (Gz.) –
Ceganhos –
Cega Verde – graf. correcta desc.
Cegonhas Novas –
Ceide – grafia incorrecta de “Seide”
Ceira – por “Seira”?
Ceivães –

Cela – diminut. de Sala - Saa - Saalella - Saella - Sela . ver “Sala”,”Saa”,”Sá”. nesse caso, a grafia correcta seria “Sela”

Cela Arda –
Celada –
Celadinha –
Celado –
Celanova (Gz.) –
Cela Velha –
Celavisa – grafia correcta “Selavisa”? Sela + Visa ? ver “Cela”
Celeiro -
Celeiró – diminut. femin. de ….
Celeirós – diminut. femin. plur. de …
Celorico da Beira
Celorico de Basto –
Centieira – por “Sentieira”?
Centieiros – por “Sentieiros”?
Cepeda - pronunc. “Cepêda”
Cepinhas –
Cepo –
Cepos –
Cepões – gente oriunda de "Cepo" ou "Cepos"
Cêras – por “Sêras”? é hidrónimo (?)
Cerca da Eira -
Cerca de Cima -
Cercal –

Cerca Velha - pronunc. “Cêrca Velha”: a velha muralha, a muralha antiga

Cércio –
Cerdal –
Cerdeira –
Cerdido(Gz.) –
Cernache – por “Sernache”
Cernadas – por “Sernadas”
Cerquedo -
Cerrado –

Cerro – melhor “Serro”: monte. no entanto, parece-me um tanto ocioso discutir se é com "c" ou com "s", já que as duas grafias alternam no tempo e no espaço, como noutros grupos de topónimos.

Cerro da Alagoa –
Cerro da Coxa –
Cerro d’Águia –
Cerro da Piedade –
Cerro da Portela – ver “Serro da Portela”
Cerro das Cabeças –
Cerro da Vila –
Cerro de Alagoa –
Cerro de Haver –
Cerro do Nazo –
Cerro do Ouro – elevação onde deveria ter existido uma mina de ouro
Cerro do Roque –
Cerro do Rossio –
Cerro Grande –
Cértoma – desc.: “rio” (?). grafia correcta “Sértoma”? ver “Sertã”
Cerva – ver “Cerveira”
Cervães –


Cerveira – raiz hipotét. “kerv-” ou “karv-”, presente em topónimos como “Cerveira”, “Cerviña” (Suíça), e relacionada com elevação, monte, ou ponta alta. raiz aparentada com lat. “cervix”: colo, pescoço. grandes autores vêem por lá veados (cervos) a pastar ou a correr, talvez como quem conta carneirinhos pra dormir. se percebo alguma coisa de veados, é bicho que não aprecia aqueles lugares.

Cerveira, Vila Nova de –
Cervo (Gz.) –
Cesar – (quinta) propriedade de Cesário
Cestas - pronúnc. "Cèstas"
Cesuras (Gz.) -
Cête –
Cetos -
Cezimbra – antiga grafia de “Sesimbra”
Chamoinha –
Chã – terreno plano em zona acidentada
Chã da Ilha –
Chã da Lama –
Chã do Boi –
Chacim –

Chafé -
Chainça –
Chaínho –
Chaira (Gz. e Pt.) – planície, terra chã
Chamadouro –
Chamardeira –
Chamoim –
Chamozinha –
Chamusca –
Chamusca da Beira –
Chancelaria –
Chana (Mir.) – o mesmo que “Chã”
Chanas (Mir.) – o mesmo que “Chãs”

Chã das Formigas - notável recinto megalítico, no concelho de Redondela. graf. altern.: Chan das Formigas

Chaneira (Mir.) – o mesmo que “Chaira” e “Cheira”
Chanes (Mir.) – o mesmo que “Chães”
Chanos (Mir.) – o mesmo que “Chãos”
Chantada (Gz.) –
Chão – povoado em zona plana num terreno acidentado
Chão da Capela –
Chão da Feira -
Chão da Loja -
Chão da Vã –
Chão d’Ave –
Chão da Velha –
Chão de Casados –
Chão de Couce – ver “Chão” e “Couce”
Chão de Espinho –

Chão do Ancinho – "Ancinho" é diminutivo de "Anço"? nesse caso, será hidrónimo

Chão do Bispo –
Chão do Ferreiro -
Chao do Porco (Gz.) -
Chão dos Santos –
Chãos –
Chaparral –
Chaque –
Chaqueda – cf. “Chiqueda”
Charca –

Charneca – do castelh.: terreno inculto, onde só se dão plantas bravias e rasteiras

Charneca de Casével –
Charneca do Lumiar –
Charquinho –
Chãs –
Chãs d’Égua – "Éguas" por "Águas"?
Chãs de Tavares –
Chãs de Viseu –
Chãs Grandes –
Chave –
Chavelhas –
Chaves – do lat. “Acquae Flavis”
Chaviães –
Cheganças –
Cheira – ver “Chaira”
Cheirinha – diminut. de “Cheira”

Chelas – tem sido dito que vem do lat. “cella”: armazéns de grão. porém, ver “Chelo” e “Chenlo”. signific. mais provável: diminutivo de “Chãs”

Cheleiros – gente vinda de “Chelas” ou de “Chelo”?
Chelinho - pronunc. “chèlinho” : diminutivo de “Chelo”

Chelo – pronunc. “chèlo”. diz-se que é do lat.“cella”, com influência moç.: armazém de grão (?), santuário pagão (?), recinto religioso. porém, a existência de “Chenlo” na Galiza aponta para “plannelum” – pequeno plano ou chão. seria, pois, diminut. de “Chão”. a topografia dos lugares parece confirmar esta hipótese

Chenlo (Gz.) – o mesmo que “Chelo”. o “n” dá indicações preciosas sobre a etimologia de “Chelo” e de “Chelas”. ver “Chelo” e “Chelas”

Chevim –
Chieira –
Chiqueda - pronunc. “Chiquêda”
Chorente –
Chosendo –
Choso –
Choudeval –

Choupica – aparece como composto, sob a forma "Ribeira da Choupica". cf. “Ribeira da Choupana”

Chousa
Chousa Nova –
Chousa Velha –
Chouselas –
Chouselinha –
Chousinha –
Chouso –
Chouto –
Ciborro –
Cicouro – provável hidrónimo: ver “Ribeira de Cicouro"
Cicuiro (Mir.) - o mesmo que "Cicouro", no bable mirandês
Cid –
Cidadelha de Aguiar -
Cidadelha de Jales -
Cidadelhe
Cidai –
Cid Almeida – graf. correcta desc.
Cidreira –
Cidreiro –
Cies, Ilhas (Gal.) – cf. Ilhas “Skye” (Escóc.) –
Cimadevila (Gz.) - forma correta "Cima de Vila"
Cimalhas –
Cimbres – povoado de gente germânica da tribo dos Cimbros?
Cimo da Costeira –
Cimo da Inha –
Cimo da Ribeira –
Cimo de Vila –
Cimo do Burgo –
Cinco Rodas - lugar cujo nome se deve à presença de rodas de moinho
Cinco Vilas – cinco quintas
Cinfães – por “Sinfães”
Cioga do Campo - pronunc. “Ciôga”
Cioga do Monte –
Circunvalação –
Cividade –
Cô –
Côa
Côa/Côja – desc.: “ribeira”, “rio”
Cobiça – o mesmo que “Cabeça”. ver "Portela da Cobiça"
Cobrão - é hidrónimo: "Ribeiro de Cobrão"
Cobras(Gz.) –
Cobro –
Coche – (pronúnc. "côche")
Cochões – gente oriunda de "Coche"?
Cocos (Br.) –
Codeceda - pronunc. “Codecêda”

Codegoso - do lat. "cos", "cotis": "seixo". significa "lugar onde abundam os seixos"

Codes - em "Ribeira de Codes": ver "Codegoso". é "o rio dos seixos"
Coelha – diminut. de “Côa”?
Coelheira –
Coelhoso –
Coentral -
Cogula -
Coia (Gz.) -
Coiço –

Coimbra (Pt. e Br.) – celt. Connii + Briga: fortaleza ou monforte dos Cúneos ou Cónios. (no Brasil, as "Coimbra" são transposições do topónimo português). o nome desta cidade antiga, termo sul da antiga Galécia, está envolto numa tremenda embrulhada. sinal dessa meada sem pontas, ou de pontas tão à vista que ninguém quer ver, é o facto de o site oficial da Câmara Municipal de Coimbra nem sequer tocar no assunto.

Coimbrã – aldeia de gente vinda de Coimbra
Coimbrão – local povoado por gente vinda de Coimbra
Coimbrões – localidade povoada por gentes vindas de Coimbra
Coina –
Coiro (Gz.) –
Coirós (Gz.) -
Coito – o mesmo que “Couto”
Côja – é um hidrónimo. ver “Côa” e “Ribeira de Côja”

Cola – ver “Nª.Sª. da Cola”. do árab. “Qulla”: “cume”. ou “Qal’a”: “forte”, “fortificação”

Colares –
Coles (Gz.) –

Colmeal - aldeia de casas com tecto de palha, ou "colmo". há vários "Colmeal", mas nenhum com esta história aqui

Colmeal da Torre - "Torre": refere-se à chamada "Centum Cellas", de que resta uma parte em forma de torre

Colmeias – o mesmo que "Colmeal"? à letra: "casas de colmo"?
Colo do Pito -
Colos -

Cômaros –
Combarro (Gz.) –
Comenda –
Comporta -
Compra –
Conca –
Concavada –
Conceição do Serro (Br.)
Conchada –
Concieiro –
Condeixa-a-Nova –
Condeixa-a-Velha –
Confraria –
Congonhas (Br.) -
Conhais –
Conhal –
Conhal do Arneiro -
Conheira da Lagoa -
Conheira do Castelo -
Conheira do Vale do Junco -
Conqueiros –
Conraria –


Constância – nome eufónico dado em 1836 à Vila de “Punhete”, designação então já cacofónica. ver “Punhete”

Constantim –
Contagem (Br.) -
Contenças –
Contim –
Contraste –
Contumil –
Convento da Serra –
Convilhana – cf. “Covilhã”
Cordeiro –
Cordeiros de Messines –
Cordinhã –
Corga – hidrónimo: ribeira
Corgas –
Corgo - pronunc. córgo:”córrego” – água corrente, ribeiro
Coristanco (Gz.) –
Corneira (Gz.) -
Cornes –
Corno de Bico -
Corredoira (Pt. e Gz.) - ver "Corredoura"
Corredoura
Corregato –
Córrego – ver “Corgo” (a diferença está na pronúnc. do “r”)
Correias –
Correlhã –
Corrente -
Corroios –
Cortecega –
Cortegaça –
Cortegada (Gz.) –
Cortes -
Cortiçada –
Cortiçadas –
Corticeiro –
Cortiçô –
Cortineiro –
Cortinhais –
Cortinhas –
Coruche – de “cruze” (pronunc. “queruxe”): “cruzamento”
Corucho – o mesmo que “cruze”?
Corujas –
Corujeira – de “Cruze” (?). zona de cruzamentos?
Coruxeira (Gz.) – graf. altern. de “Corujeira”
Corva –
Corvachã -
Cós – também grafada “Coz”
Cosconhe –
Coselhas – o mesmo que "caselhas": casas pequenas (ver “Caselas”)
Cossourada –

Costa - pode significar "terra junto ao mar" ou "encosta", consoante a localização do topónimo

Costa de Lavos –
Costa do Valado –
Costariça –
Costeira – o mesmo significado de "Castanheira"
Costeiras –
Cota –
Cotas –
Cotijo - pequeno côto (com influência cast.)
Cótimos -
Coto - pronunc. “Côto”
Cotobade (Gz.) –
Cotovia –
Cotovio –
Coução –
Couce – leito do rio
Coucieiro –
Coucos –
Coura – desc.: “rio”
Couraça – muralha defensiva
Couraça da Estrela –
Couraça de Lisboa –
Couraça dos Apóstolos –

Couros - ribeiro de. mesma raiz de “Coura”? dá-se a coincidência de um "ribeiro de Couros", em Guimarães, estar ligado à arte dos curtumes

Couto –
Couto da Cheira –
Couto de Baixo –
Couto de Cambeses –
Couto de Cima –
Couvelhas – o mesmo que “Covelas”?
Cova – gruta?
Covade – o mesmo que “Cucufate” ou “S. Cucufate”
Cova da Iria – ver "Iria"
Cova da Lapa -
Cova da Moura –
Cova de Dominique – por “Cova Dominica”? cf. “Covadonga”
Cova de Lobos (Gz.) -
Covadinhas –
Cova do Barro –
Coval Quente –
Covanca -
Covão –
Covão do Lobo –
Covas –
Covas da Raposa –
Covas do Rio –
Covelães –
Covelas – diminut. de “Covas”
Covelinhas – duplo diminutivo de “Covas”
Covelo (Pt. e Gz.) –
Covelo do Gerês –
Covelos –
Covide –
Covilhã – cf. “Convilhana”
Covinhas –
Covões –
Coz – ver “Cós”
Craciamulo – cf. “Mulo”, “Caramulo”
Crasto Ferreiros –
Crastovães –
Crato –
Creixomil –
Crespos –
Crestonhe –
Criaz -
Cristelo –
Cristelos - pronunc. “Cristèlos”
Criz - hidrónimo: Rio Criz
Croca –
Crutos –
Cruz – o mesmo que “cruze”
Cruz Alta (Pt. e Gz.) –
Cruz de… – o mesmo que “cruze” (Gz.): cruzamento de...
Cruz d’Argola –
Cruz da Armada –

Cruz da Légua – cruzamento da légua (a partir de um ponto de referência mais conhecido quando o topónimo foi criado)

Cruz da Pedra –
Cruz da Toita –
Cruz de João Mendes -
Cruz de Morouços -
Cruz do Pau –
Cruze(Gz.) – o mesmo que “Cruz” (cruzamento)
Cruzeiro – o mesmo que “Cruz” e “Cruze”?
Cruzes –
Cruzinha – diminut. de “Cruze”
Cruz Quebrada –
Cuba –
Cubatão (Br.) - ver aqui.
Cubelo -
Cubelos -
Cubos –
Cucos –
Cucujães –
Cuide de Vila Verde –
Cujó – diminut. de “Côja”?
Cumeeira – local de pontos altos de uma serra
Culheredo (Gz.) – graf. altern. “Culleredo”
Cumeira – o mesmo que “Cumieira” e “Cumeeira”
Cumeira de Baixo –
Curia - de "Acquae Curiva"
Curitiba (Br.) –
Curopos –
Currais –
Curral das Freiras –
Curral do Concelho –
Curraliça –
Curral Velho -
Currelos – diminut. de "Curros"
Curros –
Custóias –

Dadim –
Dafundo –
Dalvares –
Damaia – por “A-da-Maia”. ver “A-de-…”
Dão – ver rio Dão. ver “Ão”, “Om”, “Home”, “Homem”
Dardavaz –
Dario -
Daroeira -
Darque – por “d’Arque”?
Dáspera –
Deão –
Defesa – o mesmo que “Devesa”?
Degracias - o mesmo que "d'Égua"?
Dégua –
Deilão –
Delães - pronunc. “Dèlães”
Dem –
Deocriste –
Desejosa –
Destriz –
Deva (Gz.) –
Devaqueira -
Devesa (Pt. e Gz.) - pronunc. “Devêsa”
Devesalta - de "devesa"+"alta"
Dianteiro – por (Casal) Dianteiro – casal mais afastado de…
Digueifel –
Dine –
Dinez –
Dinha - hidrónimo: rio Dinha
Diogo Alves - ?
Dirão da Rua - será var. dialectal de "Durão"?
Dominguizo –
Donai –
Donairia –
Donas (Gz. e Pt.)
Donim –
Donões -
Dorna –
Dornas -
Dornes –
Dornelas – diminut. de "Dornas"
Dornelas do Zêzere -
Dossãos –
Douro – desc.: “dur-“, “rio, curso de água” (cf. "Durres", Albânia)
Drave –
Drizes –
Duas Igrejas – “dois povos” (?)
Dubra - rio (Gz.)
Dueça - hidrónimo: rio Dueça
Dumbria (Gz.)
Dume –
Durão – “do (rio) Douro”?

Ébora – ver “Évora”
Edral –
Edrosa –
Edroso –
Ega –

Eido (Pt. e Gz.) – terreno que rodeia a casa em que se vive ou viveu
Eido do Macho (Gz.) -

Eidos (Pt. e Gz.)– plur. de “Eido”: “terra natal”
Eira –
Eira de Ana – preciosismo linguístico anacrónico por “Eiradana”?
Eirado (Pt. e Gz.) –
Eira do Milhano – de “Emiliano”?
Eira Pedrinha –
Eiras (Pt. e Gz.) –
Eiras Altas –
Eiras Maiores – “eiras grandes”
Eira Vedra (Pt. e Gz.) –
Eira Velha -
Eirinha –
Eiró – diminut. de “Eira"
Eirol –
Eirós –
Eirozes –
Eixo –
Eja -
Elvas –
Embra –

Encomenda - encontra-se em "Monte da Encomenda". está por “Monte da Comenda”?

Encontro – ponto de confluência de diversas vias
Encruzilhada – o mesmo que “Cruze” e “Cruz”
Endrinal (Mir.) – ver “Andrineiras” e “Andrinos”
Engenho –
Engo –
Engrade Grande –
Entalada –
Entre-Ambos-os-Rios –
Entre-as-Cabeças – ver "Cabeça"
Entre-os-Rios –
Entre Penedos –
Entrimo (Gz.) –

Entroncamento – lugar onde entroncam diversas vias, tendo em conta o destino principal

Entroncamento de Poiares –
Envendos –
Enxabarda –
Enxameia –
Enxames –
Enxara –
Enxara do Bispo –
Enxara dos Cavaleiros –

Enxarrique - hidrónimo: "ribeiro de Enxarrique"– ver “Enxar…+…rique”. cf. “Enxara”

Enxerim – foi chamada “Enxarim”. ver “Enxara”
Enxertada –
Enxerto –
Enxofães –
Enxudre –
Eo (Gz.) – desc.: “rio” (?) cf. “Ribadeo”
Erada –
Ereira –
Ericeira –
Ermelo - pronunc. “Ermêlo"
Ermesinde – “quinta ou propriedade de Ermenesindo”
Ermida –
Ermidas –
Ermidas do Sado –
Ermosende (Gz.) – o mesmo que “Ermesinde”
Erra –
Ervas Tenras –
Ervedal –
Ervedeira –
Ervedosa –
Ervedosa do Douro –
Ervideira – o mesmo que “Ervedeira”
Ervosas –
Escalhão –
Escalheiros -
Escalos –
Escalos de Cima –
Escamarão -
Escamobois (Gz.) –
Escanxinhas -
Escapães –
Escarigo –
Escariz –
Escarpão –
Escorna Bois -
Escoural – lugar de escórias de mineração
Escravitude (Gz.) -
Escudeiro –
Escudeiros –
Esculca –
Esculqueira (Gz.) –
Escurquela –
Escusa –
Esfarrapada (Gz.) –
Esfrega –
Esgos (Gz.) –
Esgueira –
Esmeriz -
Esmoriz –
Espada –
Espadacinta – em “Freixo de Espada à Cinta”
Espadanal – ver “Espada”
Espadanedo –
Espadaneira –
Espaio –
Espairo –
Espargo –
Espariz - pronunc. “Espàriz”
Especiosa –
Espiche –
Espichel - em "Cabo Espichel"
Espinhaço de Cão - este é na Serra da Estrela)
Espinhaço de Cão é orónimo. ver "Serra de Espinhaço de Cão"
Espinhal –

Espinheira – zona de “Espinhos”? ver "Espinho", "Espinhaço e "Espinhal"

Espinheiral – o mesmo que "Espinhal"
Espinheiro –
Espinhel –
Espinho – ponto alto (de uma serra, por exemplo)
Espinhosa –
Espinhosela – diminut. de "Espinhosa"
Espinhosa -
Espinhoso –
Espirra –
Espirra de Baixo –
Espite –
Espiunca –
Esporões –
Esqueiros –
Esquipa –
Estaca de Bares (Gz.) –

Estarreja –
Estás (Gz.) –
Este - hidrónimo. ver "rio Este"
Esteireiros –
Esteiro – o mesmo que “Arroio”
Esteiro do Gramatal –
Esteiro do Mar Santo –
Esteiro Furado -
Esteiros – plur. de “Esteiro”
Estela –
Estevais –
Esteval -
Esteveira -
Estevianas –
Estivadas (Gz.) –
Estômbar –
Estorãos - de “Astúrias”, de “Astorga”: Asturianos, Astorganos
Estoril –
Estrada –
Estrada Velha –

Estrela - orónimo: ver "Serra da Estrela" – cruzamento de muitos caminhos? é um topónimo recorrente em toda a Europa, com especial incidência em França e na Península Ibérica: Esteille, Esterelle, Lizarra, …

Estrela d’Alva –
Estreitinha –
Estreito –

Estremadura - do lat. extrema durii: "os confins do Douro". designa(va), quer em Portugal quer em Espanha ("Extremadura"), os territórios conquistados aos reinos mouros. com o passar dos tempos, estas designações foram sendo empurradas para sul, perdendo a ligação de proximidade geográfica com o rio Douro.

Estremal –
Estremão –
Estremoz –
Esturãos – o mesmo que “Estorãos”: astures, vindos das “Astúrias”
Esturrado –
Eume (Gz.) - hidrónimo. rio Eume
Évora – desc.: "a (cidade) da (deusa) Iéborah” (Ebura)
Évora de Alcobaça –
Évora-Monte -
Extremaduira - ver "Estremadura"
Extremo -

Fabarrelinho –
Facha –
Facho – o mesmo que “farol”?
Facho de Azóia –
Fafe –
Fagilde -
Faia -
Faial - em "Ilha do Faial"
Fail - pronunc. “Faíl”
Fajã –
Fajã dos Bodes –
Fajã dos Cuberes –
Fajão –
Fajãs –
Fajozes –
Fala –
Falacho –
Falagueira -
Faleital (Mir.) –
Faleito (Mir.) – o mesmo que “Faleto”: “Feto”
Faleto (Mir.) – o mesmo que “Feto”
Falgarosa –
Falgoselhe –
Falgueira da Asna (Gz.) –
Falorca –
Falperra (pronunc. “Falpêrra”) (Gz. e Pt.) –
Famalicão –
Famalicão da Nazaré” – ver “Famalicão”
Famalicão da Serra -
Fanha –
Fanhais –
Fanhal –
Fanhões –
Faniqueira –
Fânzeres –
Fao (Gz.)–
Fão – se a origem for latina, o significado é “templo” (fanum)
Faralhão -
Fareja (Pt. e Gz.) –
Farelo - aparece em "rio Farelo"
Farexa (Gz.) – o mesmo que “Fareja”
Faria –
Faria de Baixo –
Farilhões - em "Ilhéus dos Farilhões"
Farmelhão –
Farminhão
Faro –
Faro de Avión (Gz.) –
Farol –
Farrapa –
Fataca –
Fataunços - pronunc. “Fataúnços”
Fatela -
Fátima –
Faúlha –
Fava –
Favela – diminut. de “Fava”
Fazemão – ver “Oliveira de Fazemão”
Fazendas de Almeirim – ver “Almeirim”
Febres –
Febros –
Feces de Abaixo (Gz.) - ver "Fezas de Baixo"
Feijão –
Feijó – diminut. femin. de (Fajã)?
Feijoal –
Feira
Feira - em "Santa Maria da Feira"
Feitosa –
Feira da Lomba -
Feijó -
Feijozes -
Feixoo (Gz.) – o mesmo que “Feijó”
Feira Nova –
Feleitosa (Mir.) – ver “Faleto” e “Felitosa”
Felitosa (Mir.) – o mesmo que “Feitosa” ou “Fètosa”
Felgueira – o mesmo que “Fètal”, “Fèteira” e “Feiteira”
Felgueiras –
Feliteira –
Fendeirinha –
Feridouro –
Fermelã –
Fermentelos – diminutivo de foramontanos
Fermil – o mesmo que “Vermil”? variant. dialect.
Fermil de Basto –
Fermontelos – ver "Fermentelos"
Fernão Ferro –
Ferradura –
Ferragudo –
Ferral –
Ferraria –
Ferrarias –
Ferreira – o mesmo que “Ferraria”?
Ferreira-a-Nova –
Ferreira –
Ferreira do Alentejo –
Ferreira do Zêzere –
Ferreirim –
Ferreirinha – diminut. de “Ferreira”, posterior a “Ferreiró”
Ferreirinhos – diminut. de "Fereiros"
Ferreiró – diminut. de “Ferreira”
Ferreiros –
Ferrel –
Ferro –
Ferrocinto –
Ferroeira –
Ferrol (Pt. e Gz.) – ver “O Ferrol”. não tem que ver com os topónimos em "Ferrro..."
Ferrugende –

Fervedeiro – água termal borbulhante e quente. há um "Fervedeiro" na cidade de Ourense

Fervença –
Fervidelas –
Feteira –

Fezas de Baixo (Gz.) - conhecida por "Feces de Abaixo", os seus habitantes sorriem ante a possibilidade de uma grafia integrada. mas não precisariam de mudar de nome. creio que a etimologia permitirá a grafia "Fezas de Baixo" ou "de Abaixo"

Fiães da Feira –
Fiães do Rio –
Fiais – o mesmo que “Fiães”? ou plur. de “Fial”?
Fial –
Fiéis de Deus -
Figueira –
Figueira da Foz – designação toponímica recente
Figueira de Castelo Rodrigo –
Figueira de Lorvão –
Figueirais –
Figueiral –
Figueiredo -
Figueiredo de Alva – ver “Alva”
Figueiredo das Donas –
Figueirinha – diminut. de “Figueira”
Figueiró – diminut. femin. de “Figueira”
Figueiró dos Vinhos –
Figueirosa –
Fijoz –
Filgueira (Gz.) – o mesmo que “Felgueira”
Filgueiro (Gz.) -
Filho –
Finzes -
Fisgas – quedas de água por uma fresta de grande altura
Fisgas do Ermelo –
Fisterra (Gz.) - em "Cabo Fisterra": “fim da terra”, “cabo do mundo”
Fitos –
Flamengos – terra povoada por gente vinda da Flandres
Flandes –
Flor da Rosa –
Florianópolis (Br.) - do antropónimo Floriano Peixoto
Fogadia –
Fogueira –
Fogueteiro –
Fóia –
Fóios –
Foja - aparece como hidrónimo: "rio Foja"

Fôjo – barranco, buraco fundo ou cova que se tapa com ramagens para caçar animais vivos

Fôjo do Lobo –
Folgares –
Folgoroso –
Folgosa do Salvador –
Folgoso do Courel (Gz.) –
Folgosinho – diminut. de Folgoso
Folgueiro (Gz.) -
Folhadela –
Folques –
Fonseca -
Fontaínhas –
Fontanheira –
Fontão –
Fontassilba (Mir.) –
Fonte –
Fonte Arcada –
Fonte Boa -
Fonte Coberta –
Fonte da Cheira – o mesmo que “Fonte da Chã”
Fonte da Figueira Doida –
Fonte da Pulga –
Fonte da Senhora –
Fonte da Telha –
Fonte de Ançã – nascente da ribeira de Ançã
Fonte de Angeão – ver "Angeão”

Fonte do Azeral – aqui é “nascente do azeral”, pelo que “ázere” está relacionado com “rio”

Fonte do Ídolo – em Braga, assim chamada por conter um baixo-relevo em pedra com o que se julga ser uma cena “baptismal” pré-cristã. contém o voto de Celico Fronto Abimogidus Aobrigensis e a inscrição “Tongoenabiago”. esta parece significar “ O (numen) da Fonte”, sendo esse numen um “Tongo” – divindade celta ligada aos juramentos. se esses juramentos ou juras forem de amor, temos aqui um “S. João”…”da Fonte”! quanto a “Aobrigense”, ver “Oimbra”.

Fonte dos Carros –

Fontela – diminut. fem. de “fons, fontis”: fontanella : fontenla : fontela

Fonte Ladrão – graf. correcta desconhec.
Fontelas – ver “S. Miguel de Fontelas”
Fontelo –

Fonteminha” (Gz.) - graf. altern. “Fontemiña”, "Fonmiña": lat. “fons” (fonte) + desc. “Minia”: “nascente do rio Minho”

Fontenla (Gz.) – var. dialect. de Fontela

Fonte Peideira (Gz.) - deve o seu nome a uma de duas, ou às duas juntas: o cheiro (sulfuroso?) ou o ruido que a água faz ao sair

Fontes –
Fonte Santa –
Fonte Serne -
Fontinha – diminut. recente de “fonte”
Fontoura –
Forca –
Forcada –
Forcalhos –
Formiga -
Formigosa –
Formigueiro –
Formilo –
Formoselha –
Fornandais –
Fornão –
Fornas –
Fórnea –
Fórneas –
Fornelo - pronunc. “Fornêlo”: diminut. de “Forno"
Fornelos -
Fornico -
Fortaleza (Br.) -

Foz - "foz" significa "boca", desembocadura" (de um rio no mar). ingl. "mouth”, como Plymouth

Foz (Gz.) -
Fozcoa -
Foz do Douro – também conhecida apenas por "Foz"
Foz do Arelho –
Foz de Arouce –
Foz de Moura –
Foz do Caneiro –
Foz do Cobrão –
Foz do Enxarrique –
Foz do Falcão -
Foz do Farelo –
Foz do Giraldo –
Foz do Lisandro -
Foz do Neiva –
Foz Tua -

Fradelos – diminut. de “Frades”
Frades (Gz.) –
Fraga –
Fraga da Pena –
Fragas –
Fragosela – por “Fragozela”
Fráguas –
Fraguinha –
Fragura –
Fraião –
França – aldeia povoada por gente que veio de França
France – ver “S. Pedro de France” –
Francelos – diminut. de “Francos”
Francos – aldeia povoada por gente que veio de França (cruzados?)
Francosa –
Fradizela –
Fraga do Monte da Iria –
Fragosela –
Fratel –
Frazão –
Freamunde – de Freamund?
Frechal –
Fregim –
Freguesia do Ó (Br.) –

Freigil - parece "Frei Gil", mas não é. é genitivo de antropónimo germânico.

Freiria – terra de ou dos freires (irmãos/ cruzados/ monges de Alcobaça -? -)

Freiriz –
Freita – em “serra da Freita”. de “fracta”: partida, quebrada
Freitas –
Freixianda –
Freixieiro -
Freixiel –

Freixo-de-Espada-à-Cinta – o mesmo q. “Freixo de… (grafia exacta desconhecida) ”. ver “Porto da Espada”. foi chamada apenas “Freixo”. já se escreveu, e bem, “Freixo de Espadacinta”. “Espadacinta” é topónimo na confluência dos Rios Huebra e Douro, em Saucelle, Província de Salamanca, mesmo junto à fronteira com Portugal, na região de Freixo-de-Espada-à-Cinta.
por isso, deverá escrever-se “Espadacinta” e nunca “Espada-à-Cinta”.
“Cinta” pode querer dizer “apertada”, “estreita”, fazendo alusão às gargantas do Douro na região das “Arribes del Duero”

Freixo de Numão –
Freixos –
Fresno – hidrónimo: ver “Rio Fresno”

Fresulfe – topónimo de origem germânica. é o genitivo de um antropónimo, indicando a quem pertence(u) a villa ou quinta

Friande -
Frias –
Frias de Baixo –
Frias de Cima –
Fridão –
Friestas –
Friões –
Friol (Gz.) –
Friúmes –

Fronteira – lugar onde houve uma delimitação estável do domínio árabe

Frossos –
Fujaco –
Fujacos –

Funchal – há o "Funchal" da Madeira, mas também no Continente, na Região Saloia

Fundada –
Fundão –
Fundevila – o mesmo que “Fundo de Vila”
Fundo da Caldeira –
Fundo de Vila –
Fundo do Pinheiro - topónimo curioso: "fundo do lugar alto"
Fungalvaz -
Fuonte Aldé (Mir.) -
Fuonte Lladron (Mir.) -
Furadouro –
Furelos (Gz.) – diminut. de “Furos”?
Furna –
Furna Que Sopra –
Furnas –
Furtado –
Fuzeta –

Gabilães –
Gadaires -
Gaeiras –
Gafanha
Gafanha da Boa-Hora –
Gafanha da Boavista -
Gafanha da Encarnação –
Gafanha da Mota -
Gafanha da Nazaré –
Gafanha das Fidalgas -
Gafanha da Vagueira -

Gafanha de Aquém – pressupõe um posicionamento geográfico da parte de quem diz “Aquém”, como no caso do “Além Tejo” (Alentejo) e da “Outra Banda”

Gafanha do Areão -
Gafanha do Carmo –
Gafaria – significa “terra onde se recolhe leprosos”

Gaia – celt. (?) “calle” (?) > Cália > Gália. lugar principal dos callaicos/ da Callecia – Galiza.

Galafura –
Gáfete –
Gagos –
Galafura –
Galeana –
Galegos –
Galeotas –
Galicia – o mesmo que Galiza (Região)
Galifonge –
Galinheiro (Gz.) – graf. altern. “Galiñeiro”
Galiza – terra povoada por gente vinda da Galiza
Galiza (Região) – terra de “Galos” ou Celtas
Galizes – terra povoada por galegos (ou galizes)
Galveias –
Gamão –
Gamarão de Baixo –
Gamarão de Cima –
Gambelas –
Gamil -
Gamona –
Gamonal –
Gançaria –
Gândara –
Gândara de Espariz –
Gandarela (Pt. e Gz.) – diminut. de “Gândara”
Gandra – o mesmo que “Gândara”
Ganfei –
Gardete –
Garei –
Garima –
Garrida (Gz.) –
Gasparões –
Gatões – gente originária da (serra da) Gata?
Gaudinho –
Gavião –
Gavião de Baixo –
Gaviãozinha – atenção a este diminut. femin.!
Gavieira –
Gavinheira –
Gavinhos –
Gebelim –
Geme –
Gemieira –
Gemunde -
Genísio –
Genrinhas –
Geraldes –
Geraz de Lima -

Gerês - em "Serra do Gerês"(Pt.). ver Serra de Xurés ou Jurés (Gz.)

Geria –
Germil –
Germinade –
Gestaçô – diminut. masc. de Gestaço (?)
Gesteira –
Gião -

Gibraltar – aldeia de gente vinda de Gibraltar. de "Gibraltar", do árab. Djebel-al Tárik ("o rochedo de Tárique")

Giela –
Giesta –
Giesteira –
Gilmonde -
Ginzo – ver “Xinzo de Limia”. em Novelas (Penafiel) há uma "Rua do Ginzo"
Gironda (Gz.) - graf. altern. “Xironda”
Goães –
Godeal –
Godinhaços –
Goiã (Gz.) - graf. altern. “Goián"
Goiás (Br.) -
Góios -
Góis –
Golães -
Golas –
Goldra –

Golegã – de “Galegana”, “Galegã” – terra galega, de galegos

Golpe –
Gomes Aires –
Gomesende (Gz.) –

Gonça –
Gonçalo -
Gonçalo Bocas – graf. correcta desc.: “Gonçalbocas”?
Gonçalveiros –
Gondar (Pt. e Gz.) –
Gondarém –
Gonde - é hidrónimo. em "Ribeira de Gonde". também corónimo.
Gondelim –
Gondemaria -
Gondesende –
Gondiães –
Gondião –
Gondim –
Gondizalves –
Gondolim –
Gondomar (Pt. e Gz.) –
Gondomil –
Gondoriz –
Gonja –
Gontilhe –
Gontim – o mesmo que “Gondim”
Gordaria –
Gorgulho –

Gorjões -
Gorma –
Gostei –
Goujoim –
Gouvães da Serra –
Gouveia –
Gouviães –
Gove –
Graça do Divor –
Grada –
Grade –
Gradil –
Gradiz –
Gralhas –
Gralhós – diminut. de “Gralhas
Gramaça –
Gramaços –
Gramado (Br.) -
Gramejo –
Grândola –
Granja –
Granjal –
Granja Nova –
Gralheira- é orónimo. está em "Serra da Gralheira"
Gravanço –
Gregos –
Gricha – por “Grixa”, var. de “Ereixa”: “Igreja” (?)
Grijó – lat. mediev.: “ecclesiola”, dimin. fem.: “igrejinha”
Grilo -
Grimancelos -
Groba – o mesmo que “Grova”. que relação com “O Grove”?
Gromar (Gz.) - de um antropónimo germânico
Grou –
Grova – ver “Groba”

Grove (Gz.) - ouvi pronunciar pronunciar “Hrove”. ver “O Grove”

Grovelas -
Guadramil –
Guaíba (Br.) - é hidrónimo

Guanabara (Br.) – tupi-guarani: por “Guanabará”: goa (baía) + nã (que parece) + pará (mar): grande baía

Guanal –
Guaratinguetá (Br.) -
Guarda (Pt. e Gz.) – lugar onde existiu uma guarnição militar de vigia

Guarda Inglesa – lugar onde existiu uma guarnição militar inglesa durante as chamadas “Invasões Francesas”

Guarda Nova –
Guardeiras -
Guardizela – termin. milit: pequeno posto de guarda (vigia)
Gueifães –
Gueral -
Guerreiros do Rio –
Guetim –
Guia – o mesmo que Farol
Guiães –
Guifões –
Guilhabreu –
Guilhafonso –
Guilheiro –
Guilhofrei –

Guilhufe – é o genitivo do antropónimo de um proprietário germânico

Guimarães – propriedade de “Vímara”
Guimarães de Tavares –
Guimarei –
Guimarota -
Guinchal –
Guincho –
Guiocho (Gz.) -
Guiras –
Guirela –
Guistola –
Guistolinha –
Gumiei -

Herdade –
Herdade da Baracha –
Hermosende (Gz.) – o mesmo que “Ermesinde”
Horta – de Joss van Hurtere, flamengo, fundador da cidade
Horta Grande –

Hospital – em "Oliveira do Hospital". indica pertença da Ordem Militar do Hospital ou Hospitalários

Ibirapuera (Br.) – tupi-guarani: "ybirá" (árvore) + “puera” (que já não há): antiga mata (que já não é mata)

Idanha – do lat. “Igitanea”, de palavra pré-latina
Idanha-a-Nova –
Idanha-a-Velha –
Ifanes –
Igarapuava do Norte (Br.) –
Igreja –
Igrejinha – o mesmo que “Grijó”, mas mais recente

Iguaçu (Br.) – tupi-guarani: por “Iguassu”: rio (y) grande (guassu)

llha –
Ilha das Flores – também há uma Ilha das Flores na Indonésia
Ilha de Faro –
Ilha de Porto Santo –
Ilha de Santa Maria –
Ilha de São Tomé -
Ilha de São Jorge –
Ilha de S. Miguel –
Ilha do Corvo –
Ilha do Faial –
Ilha do Pessegueiro -
Ilha do Pico –
Ilha do Príncipe -
Ilha Graciosa –
Ilhas – é hidrónimo. ver Ribeira de Ilhas
Ilhas Berlengas –
Ilhas Cíes (Gz.) –
Ilhas Desertas –
Ilhas Ons (Gz.) –
Ilha Terceira –
Ílhavo –
Ilhéu do Rosário –
Imaginário .
Infantado –
Infantas –
Infesta – ver “S. Mamede de Infesta”
Infesto –
Infias (Pt. e Gz.) –
Ingarnal –
Insalde –
Ínsua –
Ínsua dos Bentos –
Ínsuas –
Ipanema (Br.) – tupi-guarani: ”y” (rio) + “panema” (mau) – “Rio Mau”

Ipiranga” (Br.) – tupi-guarani: “y” (rio) + “piranga” (peixe vermelho): “Rio dos Peixes Vermelhos”

Iria – do eusk. “illi, iri”: “cidade”

Irijó – o mesmo que “Grijó”. “Irijó” é uma forma intermédia entre “Ecclesiola” e “Grijó”

Irimia Alta (Gz.) –
Irimia Baixa (Gz.) –
Irivo -
Isna - hidrónimo. em "Ribeira de Isna". cf. “Ribeira d’Ínsua”

Itá (Br.) - elemento que entra na composição de topónimos brasileiros de língua tupi-guarani ou híbridos, com o significado de "pedra"

Itabela (Br.) - topónimo híbrido? se é, significa "pedra bela", do tupi-guarani "ita" (pedra) e do português "bela"

Itaberaba (Br.) - à letra: "a pedra que brilha" (o diamante)
Itaberaí (Br.) - à letra: "rio dos seixos"

Itabira (Br.) - à letra: "pedra empinada", "pedra erguida". não é sinónimo de "perafita", porque esta está associada a menires

Itabirinha de Mantena (Br.) - topónimo híbrido. "itabira" + diminut. port. "inha"

Itabirito (Br.)
Itabuna (Br.)

Itacambira (Br.) - aqui "itá" significa "ferro". "ita+acanga+bira": "osso de pedra levantado" (um instrumento de ferro: tenaz, compasso, forquilha)

Itacaré (Br.) - o mesmo que "Itacaaí"? nesse caso: "pedra santa", "altar"

Itacoatiara (Br.) - ver link.
Itaeté (Br.) - à letra: "pedra excelente" (ferro)
Itagi (Br.) - "cascalho"

Itagibá (Br.) - à letra: "braço de ferro". é o título de um chefe de tribo

Itagimirim (Br.) - à letra, pode traduzir-se por "cascalheira miúda", isto é, "uma grande quantidade de pedras pequenas"

Itaguaçu da Bahia (Br.) - "itaguassu": "itá" (pedra) + "guassu" (grande)

Itaguaçu (Br.) - à letra: "pedra grande"

Itaguara (Br.) - à letra: "poço de pedra"
Itaguari (Br.)
Itaguaru (Br.)
Itaí (Br.) - à letra: "rio das pedras"
Itaiçaba (Br.) -
Itaipaba do Grajaú (Br.) -
Itaitinga (Br.) -

Itajá (Br.) - à letra: "lugar de muitas pedras". em Portugal: "Cantanhede", "Carregal", "Carregosa"

Itajaí (Br.) - à letra: "rio pedregoso"

Itajubá (Br.) - à letra:"pedra amarela" (ouro)

Itaju do Colônia (Br-) - "itaju": "itá" (pedra) + "ju" (amarela). juntamente com outros topónimos em "itá" e "ju", refere-se à presença de ouro

Itajuípe (Br.) - à letra: "no rio do ouro"
Itamaraju (Br.)
Itamarandiba (Br.) -
Itamarati (Br.) - à letra: "rio das pedras claras"
Itamarati de Minas (Br.) -
Itamari (Br.)
Itambacuri (Minas Gerais) -

Itambé (Br.) - à letra: "pedra bicuda", "pedra pontiaguda". variante "Itaimbé"

Itambé do Mato Dentro (Br.) -
Itamogi (Br.) -
Itamonte (Br.) - topónimo híbrido
Itanagra (Br.) -
Itanhandu (Br.) -
Itanhém (Br.) - à letra: "pedra falante", "pedra que bota um som"
Itanhomi (Br.) -

Itaobim (Br.) - o mesmo que "Itaobi": pedra azul ou verde (esmeralda). ver em "Pedra Azul" como a lógica de criação de um topónimo é independente da língua.

Itapagé (Br.) -
Itapagipe (Br.) -

Itaparica (Br.) - o mesmo que "Itapari". à letra: "curral ou cêrca de pedra". no caso, refere-se a uma frente de recifes que protege a costa

Itapé (Br.) - à letra: "caminho de pedra". pode ser um trilho fora de água ou dentro de água, e então, neste caso, significa "vau"

Itapebi (Br.) - à letra: "rio da laje"

Itapecerica (Br.) - à letra: "pedra escorregadia"

Itapecuru Mirim (Br.) - ver Itapicuru. "mirim" significa "pequeno"

Itapemirim (Br.) - à letra: "pequena laje"

Itapetinga (Br.) - à letra: "pedra cheia de pintas brancas"
Itapeva (Br.) - à letra "pedra chata" (lage)


Itapicuru (Br.) - o mesmo que "Itapecuru". "laje formada por caroços ou pequenas bossas"

Itapipoca (Br.)
Itapira (Br.) - à letra: "pedra alta", "penha"
Itapiranga (Br.) - como "Itapitanga"


Itapitanga (Br.) - à letra: "pedra vermelha". o mesmo que "Itapitã"
Itapiuna (Br.)
Itaporã (Br.)

Itapuã (Br.) - "cabo de pedra", “pedra erguida” (cf. “Perafita”, Padrão”, “Marco”)

Itapuranga (Br.) - o mesmo que Itaporanga. à letra: "pedra bonita"
Itaquara (Br.) - à letra: "cova de pedra", "gruta"
Itaquiraí (Br.) -
Itaquitinga (Br.) -
Itarema (Br.) - à letra: "pedra malcheirosa" (ferro ; também enxofre)

Itatiaiuçu (Br.) -
Itatim (Br.) - à letra: "pedra branca". aqui, "itá" significa pedra mas no sentido de metal. pode ser "gêsso", "prata", "calcário". variante de "Itatinga"

Itatira (Br.) - à letra: "tubo de pedra" (cano de ferro)

Itaúba (Br.) - é o nome de uma árvore de madeira muito dura. à letra: "pedra-árvore"

Itaubal (Br.) - parece palavra híbrida, de "itaúba" + sufixio abund. port. "-al": "lugar onde há muitas itaúbas"

Itauçu (Br.) -

Itaú de Minas (Br.) - "Itaú": "pedra negra" (pode designar certa variedade de ferro)

Itaúna (Br.) - o mesmo que "Itaú"
Itaverava (Br.) - ver "Itaberaba".
Izeda - pronunc. “Izêda”
Jaburandi (Br.) –
Jacente –
Jã da Rua – lat. "jana": porta
Jafafe de Baixo –
Jafafe de Cima –
Jamprestes –
Janeiro de Baixo -
Janeiro de Cima –
Jangrussias –
Jardia –
Jardoeira –

Jariça – local de minas (de ouro, neste caso). cf. “Urgeiriça” – local de minas (de estanho e urânio)

Jarmelo -
Jazente – o mesmo que Jacente -

Jericoacoara ou Jericoaquara (Br.) – tupi-guarani: “yurucuã” (tartaruga) + “coara”/”quara” (cova, buraco): sítio das tartarugas, tartaragueira, (praia) das tartarugas

Jerumenha (Br.) - ver "Juromenha"
Jerusalém do Romeu –
Jesufrei -

Joane - pronunc. “Juane”. ainda não há muito tempo, ouvia-se dizer "Juanhe". trata-se de um genitivo de um antropónimo: "terra, quinta ou propriedade de João"
João Bragal de Baixo
João Bragal de Cima
João Roupeiro -
Joazim –
Jolda –
Jonaverge –
Jordana –
Jordões –
Jorro –
Jou –
Jovim –
Jugueiros –
Junça –
Juncal –
Junceira – o mesmo que “Junqueira”
Juncide –
Jungueiros –
Junqueira –
Junqueiro –

Junta das Águas – local onde confluem vários regatos para o leito de um ribeiro

Juromenha –
Jusã –
Justes –
Justiça –
Juvandes –